Cofina deixa cair compra da TVI

Operação de media não avança depois de a Cofina não ter conseguido concluir com sucesso aumento de capital até 85 milhões.

A Cofina já não vai comprar a TVI. A dona do Correio da Manhã e da TVI informou a CMVM em comunicado, já esta quarta-feira, que não conseguiu concluir com sucesso o aumento de capital indispensável para a compra da Media Capital, pelo que a operação é assim abortada.

Entretanto, a CMVM já suspendeu as ações da Cofina e da Media Capital até haver mais informação ao mercado.

No documento enviado a Comissão de Valores e Mercados Mobiliários, a Cofina refere que "terminado o período da oferta pública de subscrição de 188.888.889 novas ações ordinárias, escriturais e nominativas, sem valor nominal, e estando em fase de finalização o apuramento dos respetivos resultados, é desde já possível concluir que o número de ações subscritas não atinge o total de ações objeto da oferta pública".

"Tendo especialmente em consideração a recente e significativa deterioração das condições de mercado, a Cofina entendeu não estarem reunidas condições para o lançamento de uma oferta particular para colocação das ações sobrantes, cuja possibilidade se encontrava prevista no prospeto da oferta pública de subscrição. Não tendo sido verificada a condição de subscrição integral do aumento de capital, a oferta ficou sem efeito".

A Cofina adianta que "em consequência de a oferta pública ficar sem efeito, o aumento de capital não será objeto de registo comercial, não se encontrando verificada a última condição suspensiva de que depende o fecho da operação de aquisição, pela Cofina à Promotora de Informaciones, de ações representativas de 100% do capital social e direitos de voto da Vertix, que por sua vez é titular de ações representativas de 94,69% do capital social e direitos de voto da Grupo Média Capital, conforme estabelecida no contrato de compra e venda celebrado em 20 de setembro de 2019 e alterado em 23 de dezembro de 2019".

"Por conseguinte, não se encontram reunidas as condições de que depende a conclusão do negócio de compra e venda das ações da Vertix (e indiretamente da Media Capital) previsto no contrato", conclui a Cofina no comunicado que enviou na madrugada desta quarta-feira ao mercado.

Esta terça-feira terminava o período de exercício dos direitos de subscrição das novas ações e esta decisão agora anunciada deve-se ao facto de o número de ações subscritas não ter atingido o total de ações objeto da oferta pública.

O negócio para a dona do Correio da Manha comprar a Media Capital já tinha luz verde da Autoridade da Concorrência. A operação de aumento de capital pretendia conseguir 85 milhões de euros para financiar a compra. Paulo Fernandes, CEO da Cofina, iria investir cerca de 20 milhões, tal como Mário Ferreira, dono da Douro Azul. No entanto, a falta de procura para as novas ações travou o negócio. A Cofina ainda poderia avançar para uma oferta particular sem comprar a investidores qualificados, mas a compra acabou por ser abortada.

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