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Cofina deverá comprar TVI com Abanca e Mário Ferreira

Paulo Fernandes, Cofina.
(Carlos Manuel Martins/Global Imagens)
Paulo Fernandes, Cofina. (Carlos Manuel Martins/Global Imagens)

Negócio deverá estar fechado na próxima quarta-feira, diz o Expresso. Compra da Media Capital deverá rondar os 225 milhões de euros

A Cofina deverá fechar a compra da TVI para a semana e com o grupo dono do Correio da Manhã vai o empresário dono da Douro Azul Mário Ferreira e o banco espanhol Abanca. O negócio deverá ser fechado por cerca de 225 milhões de euros, menos dívida, e passa por um aumento de capital na Cofina, avançou o Expresso.

Até ao momento não foi possível obter um comentário da Cofina.

A concretizar-se o negócio por este montante, o valor é substancialmente abaixo dos 440 milhões oferecidos pela Altice para a compra do grupo Media Capital, numa época em que a TVI lidera as audiências de televisão em Portugal. Desde fevereiro que a estação de Queluz perdeu a liderança para a SIC.

Os bancos Santander e o Société Générale serão os financiadores desta operação, que passará ainda por um aumento de capital no grupo Cofina a rondar os 80 milhões, através do qual irão entrar dois novos acionistas no grupo dono da CMTV: o banco espanhol Abanca e o empresário Mário Ferreira.

A 14 de agosto a Cofina confirmou estar em negociações exclusivas com a Prisa para a compra da Media Capital, tendo os dois grupos 30 dias para fechar um acordo, prazo que poderia ser prolongado pelas partes.

O mesmo deverá ficar concluído já na quarta-feira. Para financiar esta operação, Paulo Fernandes deverá aumentar a sua posição na Cofina, através de um investimento de mais de 20 milhões, valor semelhante ao que irá avançar Mário Ferreira, diz o semanário Expresso. Os outros acionistas da Cofina deverão participar no aumento de capital, mas verão a sua posição diluída. Paulo Fernandes, Mário Ferreira e Abanca deverão controlar a Cofina, passando a deter 51% do grupo.

O Abanca – dono da rede do Deutsche Bank em Portugal e, recentemente, com luz verde do Banco Central Europeu (BCE) para a compra da Banco Caixa Geral, o banco que a Caixa tem em Espanha – é acionista minoritário da Media Capital (5,05%), grupo controlado pela Prisa, com 94,69%.

Na Cofina a Promendo de Ana Mendonça é, com 19,98%, o maior acionista, seguindo-se a Caderno Azul, de João Borges de Oliveira (15,01%) a Actium Capital, de Paulo Fernandes (13,88%), a Livrefluxo, de Domingos Oliveira de Matos (12,09%) e a Valor Autêntico, de Pedro Borges de Oliveira (10,02%). O Crédit Suisse (4,91%) e o Santander (2,12%) também são acionistas.

Negócio junta ativos de televisão, produção, rádios e imprensa

Há muito que era conhecida a vontade de Paulo Fernandes de deter uma estação generalista. Com a TVI vem a TVI24, bem como a produtora Plural, várias estações de rádio, como a Comercial ou M80, bem como o portal IOL. Ativos que se juntam ao canal de cabo generalista CMTV (o quarto mais visto), o Correio da Manhã, o Record, a Sábado e o Jornal de Negócios entre outros ativos de imprensa.

O ano passado a Media Capital gerou 181,8 milhões de receitas, tendo obtido lucros de 21,6 milhões. Já a Cofina obteve receitas de 89,3 milhões e lucros de 6,6 milhões.

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