Cofina. "Disponível para fazer parte de uma solução de viabilidade e crescimento para o grupo Media Capital"

Cofina não comenta as acusações feitas por Mário Ferreira de estar a usar meios do grupo para "queimar em lume brando" acionistas e estrelas de TVI. Mário Ferreira tem de lançar hoje a OPA sobre 70% da TVI.

A Cofina continua disponível para "fazer parte de uma solução de viabilidade e crescimento para o Grupo Media Capital", reagiu o grupo dono do Correio da Manhã, que tem em curso uma OPA voluntária ao grupo dono da TVI, depois de ter sido acusado na terça-feira por Mário Ferreira de "queimar em lume brando" os novos acionistas da Media Capital e as estrelas da estação. A reação do grupo surge no mesmo dia em que o empresário dono da DouroAzul tem de lançar uma OPA obrigatória sobre cerca de 70% da Media Capital.

"A Cofina, enquanto oferente na oferta pública de aquisição em curso, continua disponível para fazer parte de uma solução de viabilidade e crescimento para o Grupo Media Capital, no respeito pela Lei e pelo Estado de Direito Democrático", diz o grupo numa reação por escrito enviada ao Dinheiro Vivo.

"A fragilidade da situação atual do Grupo Média Capital e os fatores que para ela contribuem encontram-se aprofundadamente descritos na decisão da CMVM e na deliberação da ERC, a quem caberá, eventualmente em conjunto com outros reguladores, e com os tribunais, valorar e extrair as devidas consequências das condutas em causa", dizem ainda.

Sobre as acusações de que meios detidos pelo grupo foram objeto do dono da DouroAzul - de realizarem campanhas difamatórias dirigidas aos novos acionistas da Media Capital e estrelas do canal -, fonte oficial do grupo Cofina não quis comentar.

Mário Ferreira acusou o grupo dono da Sábado e da CMTV ontem em conferência de imprensa, depois da assembleia-geral de acionistas da Media Capital ter eleito os novos órgãos sociais e conselho de administração, agora presidido pelo empresário, maior acionista com 30,22%, mesmo depois dos apelos da ERC para que os trabalhos fossem suspensos, dado existirem dúvidas sobre quem são os donos do grupo Media Capital. Em curso, o regulador dos media tem um processo de contraordenação contra Mário Ferreira e a Prisa (antiga dona da TVI), considerando que a compra de um terço do grupo dono da rádio Comercial ou da produtora Plural representava uma mudança de controlo, que não foi comunicada, tornando por isso, o negócio nulo.

A CMVM, recorde-se, considerou, depois de analisar os acordos parassociais fechados entre Mário Ferreira e a Prisa, de que tinham agido em concertação, obrigando o empresário a lançar uma OPA sobre o capital que ainda não detém no grupo, ou sejam cerca de 70%. O prazo é hoje, determinou o regulador de mercados.

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