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Cofina pede ao regulador fim da OPA sobre a Media Capital

Paulo Fernandes, Cofina.
(Carlos Manuel Martins/Global Imagens)
Paulo Fernandes, Cofina. (Carlos Manuel Martins/Global Imagens)

A dona do Correio da Manhã e da CMTV pediu à CMVM determine o fim da OPA sobre a Media Capital, dona da TVI.

A Cofina, dona de publicações como o Correio da Manhã, Jornal de Negócios e Record e do canal CMTV, pediu ao regulador do mercado de capital para considerar como extinta a OPA sobre a Media Capital, dona da TVI.

“A COFINA – SGPS, S.A. (“Cofina” ou “Sociedade”) vem, nos termos e para os efeitos legais, informar que, relativamente à oferta pública de aquisição de ações representativas do capital social da Grupo Média Capital, SGPS, S.A., apresentou à CMVM um requerimento em que se solicita que se considere extinto o procedimento da oferta, por impossibilidade definitiva de verificação de um dos requisitos de que dependia o respetivo lançamento, e, subsidariamente, a revogação de tal oferta, por alteração das circunstâncias, nos termos do art.º 128.º do Código de Valores Mobiliários”, indica a empresa liderada por Paulo Fernandes em comunicado à CMVM.

No dia 11 de março, a Cofina informou a CMVM em comunicado, já esta quarta-feira, que não ia conseguir concluir com sucesso o aumento de capital indispensável para a compra da Media Capital, pelo que a operação era assim abortada.

Na altura, a dona do Correio da Manhã dizia, no documento enviado ao regulador, que “terminado o período da oferta pública de subscrição de 188.888.889 novas ações ordinárias, escriturais e nominativas, sem valor nominal, e estando em fase de finalização o apuramento dos respetivos resultados, é desde já possível concluir que o número de ações subscritas não atinge o total de ações objeto da oferta pública”.

“Tendo especialmente em consideração a recente e significativa deterioração das condições de mercado, a Cofina entendeu não estarem reunidas condições para o lançamento de uma oferta particular para colocação das ações sobrantes, cuja possibilidade se encontrava prevista no prospeto da oferta pública de subscrição. Não tendo sido verificada a condição de subscrição integral do aumento de capital, a oferta ficou sem efeito”.

No último dia 20, a Cofina confirmou a desistência da compra da Media Capital.

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