Cofina quer negociar com Prisa contrato da compra da TVI

Falhanço do aumento de capital de 85 milhões levou a que a Cofina deixasse cair a oferta de compra da TVI, operação avaliada em 205 milhões de euros.

A Cofina quer negociar com a Prisa alterações ao contrato para a compra da TVI "de forma a restabelecer um equilíbrio das prestações recíprocas conforme com os princípios da boa-fé", comunicou o grupo de Paulo Fernandes ao mercado.

O grupo dono do Correio da Manhã considera que o contrato firmado com a Prisa para a compra de 100% da Vertix, que controla o grupo Media Capital, celebrado a 20 de setembro, "não caducou por efeito insucesso do aumento de capital da Cofina, cujo prospeto foi objeto de divulgação no passado dia 17 de fevereiro, razão pela qual não são devidos os 10 milhões de euros".

"Não obstante, a Cofina enviou à Prisa, em 12 de março p.p., uma notificação de resolução do Contrato (na base de fundamentos que oportunamente serão objeto de divulgação pública), condicionada a que, no prazo de sete dias, a Cofina e a Prisa não venham a acordar numa modificação do Contrato de forma a restabelecer um equilíbrio das prestações recíprocas conforme com os princípios da boa-fé", diz ainda o grupo.

Esta semana, o grupo dono da CMTV informou o mercado de que não tinha concretizado com sucesso o aumento de capital de 85 milhões - por cerca de 3 milhões de euros - uma das condições para o sucesso da oferta feita pelo grupo Media Capital, tendo por conseguinte caído a oferta.

Mário Ferreira, dono da DouroAzul, empresário interessado em participar no aumento de capital mostrou-se surpreendido com a decisão, tendo dito publicamente que a retirada da oferta era uma decisão "unilateral" do grupo Cofina e dos seus acionistas.

A Prisa reagiu com surpresa à informação para a qual não tinha tido conhecimento prévio, tendo garantido que iria usar todas as ações previstas no contrato de compra e venda.

Fontes do mercado ouvidas pelo Dinheiro Vivo, admitiam que esta decisão não significava necessariamente o fim do negócio e que a venda da TVI poderia avançar com um novo valor.

A comunicação feita esta sexta-feira pela Cofina parece indicar a vontade do grupo de media português de manter viva a negociação para a compra da TVI, com um novo acordo que, dizem, "restabeleça um equilíbrio das prestações recíprocas conforme com os princípios da boa-fé".

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