Catalunha

Cola Cao, Bimbo e Axa juntam-se às empresas que saíram da Catalunha

Grupo Bimbo poderá passar a ter na Península Ibérica 18 fábricas e 4 mil trabalhadores
Grupo Bimbo poderá passar a ter na Península Ibérica 18 fábricas e 4 mil trabalhadores

No espaço de uma semana, mais de 40 empresas já retiraram a sua sede social da região da Catalunha

Cola Cao, Bimbo e Axa são as mais recentes empresas a juntarem-se à lista das entidades que decidiram retirar a sede social de Barcelona após o referendo sobre a independência desta região. A decisão foi tomada numa altura em que o primeiro-ministro de Espanha, Mariano Rajoy, pediu esclarecimentos ao líder do governo regional da Catalunha, Carles Puigdemont, sobre a declaração unilateral de independência decretada na terça-feira e suspensa poucos segundos depois.

A Idilia Foods, a dona da Cola Cao, decidiu mudar a sua sede social de Barcelona para Valência “por causa da situação política atual” e de forma a “manter a segurança jurídica para poder continuar a trabalhar com normalidade”. Este grupo estava sedeado na região da Catalunha há mais de 40 anos, de acordo com o portal 20 Minutos.

No caso da Bimbo, o conselho de administração desta empresa alimentar decidiu transferir a sua sede para Madrid também de forma a “manter a segurança jurídica necessária para poder continuar a funcionar com normalidade”. De resto, as operações da empresa de panificação continuam a decorrer como habitualmente nos centros de produção do Estado espanhol.

A seguradora Axa transferiu a sede social das entidades Axa Vida e Axa Pensiones para Bilbao “para garantir a segurança jurídica e proteger os interesses dos clientes, acionistas e empregados tendo em conta o atual contexto da Catalunha”. Ainda assim, a Axa enviou uma mensagem de tranquilidade e normalidade a todos os funcionários, sobretudo os que estão instalados na região da Catalunha.

No espaço de uma semana, mais de 40 empresas já retiraram a sua sede social da região da Catalunha. O Governo espanhol aprovou na passada sexta-feira um decreto-lei que possibilita que as empresas iniciem o processo sem a aprovação da assembleia de acionistas.

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