Coleção primavera/verão da Sanjo à venda na Amazon

Paulo Fernando, Sanjo
Paulo Fernando, Sanjo

As famosas botas de lona pretas e brancas que fizeram as delícias
dos jovens portugueses, hoje na casa dos 45 anos, vão estar à
venda, dentro de uma semana, na loja online norte-americana Amazon.
Entre os vários modelos escolhidos, de homem, senhora e criança, em
12 cores, não vai faltar a famosa K-100 (na foto no pé do gerente
da marca, Paulo Fernandes).

Ao Dinheiro Vivo, o gerente da Sanjo revela como surgiu este
passo: “Foi o nosso agente de vendas em Inglaterra, que gere a
nossa loja online em Londres, que contactou a Amazon. Eles pediram
amostras, enviámos fotos e, passado algum tempo, fizeram uma
seleção.” A expectativa é grande.

Com preços iguais aos de Portugal (entre 50 e 60 euros), os ténis
à venda na Amazon pertencem à nova coleção primavera/verão 2014,
que já está nas lojas nacionais há cerca de duas semanas.

Este é também o resultado de uma estratégia iniciada em 2010 e
que fez a marca entrar numa nova fase, com novos donos. Para trás,
mas não esquecida, fica uma liderança da década de 70 em Portugal,
pela mão da histórica Fábrica de Artefactos de Borracha da Empresa
Industrial de Chapelaria (EIC), de São João da Madeira.

Mas em 2009 a produção da Sanjo ganha novo fôlego, com a
Fersado, na Venda do Pinheiro, concelho de Mafra. “Como não havia
fábrica de vulcanização cá, fomos obrigados a ir para o Extremo
Oriente”, conta Paulo Fernandes. No entanto, como queria
reafirmar-se 100% portuguesa, decidiu há três anos investigar e
procurar as melhores máquinas e técnicas de vulcanização para
produzir os sapatos em Portugal. “Fizemos os primeiros testes em
setembro e aqui está a nossa primeira coleção, primavera/verão”,
diz o gerente.

Durante este período foram investidos cerca de meio milhão de
euros, com o foco na internacionalização. Por isso, falar em
faturação nesta fase é prematuro. “Vamos continuar a investir
mais um ano para crescer e quando tivermos resultados da exportação,
então, sim”, afirma Paulo Fernandes.

“Além de Portugal, já vendemos para França, Alemanha e
Inglaterra, mas queremos reforçar nestes mercados saudosistas”,
explica o gestor. Para isso é “preciso adaptar a fábrica, de
maneira a dar resposta aos mercados onde vivem muitos portugueses com
memória da marca da sua juventude, mas também aos novos”. E no
que respeita aos novos, a marca está a trabalhar com o objetivo de
ser considerada fashion, apesar de estar apta para a prática de
desporto pelo público-alvo jovem (15-30 anos), que é quem compra.

Mesmo com concorrência feroz de marcas internacionais? “Sim.
Não gostamos do confronto direto, nem tão-pouco de uma política de
combate pelo preço”, explica o gerente da empresa.

A marca optou por se “posicionar através de figuras públicas e
influentes, algumas delas que tenham usado Sanjo durante a sua
juventude e que olhem com carinho para a marca”, refere Paulo
Fernandes.

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