Com ou sem TIM, LetterOne avança com Oi para consolidação no Brasil

Fundo do milionário russo Mikhail Fridman está em negociações exclusivas com a Oi para avançar com uma fusão com a TIM Brasil. O fundo Letter One está disposto a investir até 4 mil milhões de dólares na Oi

Com ou sem a TIM, o fundo do milionário russo LetterOne está disposto a acompanhar a Oi num movimento de consolidação no sector das telecomunicações no Brasil.

O fundo do milionário russo Mikhail Fridman está a negociar com a Oi, onde a Pharol tem 27,18%, para a entrada no capital da operadora onde está disposto a investir até 4 mil milhões de dólares. Uma proposta condicionada à consolidação com a TIM Brasil. Mas se a fusão com a controlada da Telecom Itália não avançar - a Oi quer apresentar uma proposta em dois meses - a Letter One admite que há outras opções.

"Estamos abertos a qualquer possibilidade", disse Alexey Reznikovich, managing partner da LetterOne, em entrevista à Bloomberg. "O negócio tradicional de telecomunicações está basicamente morto do ponto de vista de um investidor. É possível obter retornos e fazer dinheiro na indústria das telecom como investidor mas apenas em situações especiais - em situações em que pode haver consolidação no mercado ou uma certa reestruturação ou refinanciamento da companhia", acrescenta.

"O mercado brasileiro está bastante preparado para uma consolidação de mercado", diz Alexey Reznikovich. "Dada a sua estrutura, é provavelmente o factor mais importante."

Uma fusão entre Oi e TIM levaria à criação de um operador com 44% do mercado, com uma forte operação na rede fixa (Oi) e a segunda maior operadora móvel (TIM), gerando sinergias na ordem de 7 mil milhões de euros.

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