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Comboios da Fertagus com mais lugares a partir de janeiro

Cristina Dourado, administradora  delegada da Fertagus, na cabina do maquinista a caminho da estação de Sete Rios, em Lisboa. FOTO: Carlos Costa/Global Imagens
Cristina Dourado, administradora delegada da Fertagus, na cabina do maquinista a caminho da estação de Sete Rios, em Lisboa. FOTO: Carlos Costa/Global Imagens

Operadora dos comboios da ponte 25 de abril pode avançar com mexidas no interior dos comboios e admite que pode aumentar novamente horários.

Os comboios da Fertagus vão ter mais lugares a partir de janeiro. A empresa que opera os comboios sobre a ponte 25 de abril já recebeu a autorização do IMT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes para mexer no interior dos veículos e, assim, poder responder ao aumento de procura que se verifica desde abril, mês de arranque dos novos passes. A empresa do grupo Barraqueiro admite ainda aumentar de novo o número de horários disponível.

“Fizemos estudos, contagens e inquéritos aos clientes para ver a adequação do que tínhamos montado. Estamos em condições de avançar para a redução [de lugares]. Durante o mês de janeiro, os comboios ficarão todos preparados”, anunciou Cristina Dourado, administradora delegada da Fertagus, após a assinatura do prolongamento da concessão do serviço ferroviário na ponte 25 de Abril até setembro de 2024.

Com as mexidas no interior, cada composição terá mais 48 lugares disponíveis – há menos 112 lugares sentados e mais 160 lugares de pé. Isto é possível através da colocação de varões e barras horizontais no hall de entrada das carruagens, onde existe uma maior concentração de passageiros. Esta medida está a ser testada desde o final de maio.

A Fertagus foi uma das empresas que mais sentiram os efeitos do programa de redução de passes: houve um aumento de 40% no número de utilizadores. Todos os dias, há mais de 98 mil viagens nos comboios sobre a ponte 25 de Abril.

Tendo isso em conta, a transportadora do grupo Barraqueiro admite vir a reforçar, de novo, os horários, durante o próximo ano. “Temos em carteira a possibilidade de fazer mais alguma coisa com os horários”, assume Cristina Dourado.

Em setembro, a empresa reforçou a oferta de viagens em 10% através do aumento dos comboios com oito carruagens – os chamados comboios duplos – e através do aumento das ligações entre Lisboa e Setúbal.

Novo contrato

Ao abrigo do novo contrato de concessão, a Fertagus vai ficar responsável pelos comboios da ponte 25 de Abril até setembro de 2024 – salvo se o Estado pretender resgatar a concessão a partir de 28 de fevereiro de 2023. Esta decisão foi tomada por três fatores.

“O aumento da taxa de utilização da infraestrutura [em dezembro de 2011] para valores acima do que estavam contratualmente estabelecidos; o não aumento tarifário decidido pelo Estado; e a alteração decorrente do PART, que levou a reequacionar todo o modelo de definição do tarifário”, explicou a gestora. O Estado, em vez de indemnizar a transportadora em cerca de 7,4 milhões de euros, prolongou a concessão por mais quatro anos e nove meses.

Tal como nos últimos nove anos, a Fertagus não vai receber um cêntimo de indemnização compensatória do Estado. O novo contrato também prevê que os aumentos de preço dos bilhetes apenas possam ser feitos conforme a “atualização tarifária que vier a ser definida pela Área Metropolitana de Lisboa”, segundo as bases de concessão publicadas na semana passada em Diário da República.

Até agora, a empresa do grupo Barraqueiro podia “fixar livremente o tarifário, mediante atualizações reportadas a 1 de janeiro de cada ano, até 1 ponto percentual acima da taxa de inflação prevista na proposta de Orçamento do Estado para o ano em causa”. Se a inflação real fosse diferente da prevista “a respetiva diferença” era “considerada na atualização tarifária anual seguinte”.

Quando o atual contrato de concessão terminar, a transportadora admite volte a concorrer para continuar a operar este serviço. “Certamente iremos concorrer a um novo contrato. Estamos aqui há 20 anos. O concurso inicial iria durar 30 anos, prorrogável por mais 15 anos. De certeza iremos fazer os possíveis para podermos continuar.”

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