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Comboios. Greve de sexta-feira sem serviços mínimos

Fotografia: António Pedro Santos/Lusa
Fotografia: António Pedro Santos/Lusa

Esperam-se "fortes perturbações" na circulação de comboios, porque também não serão disponibilizados transportes alternativos.

Sexta-feira será difícil apanhar comboios em Portugal. Não foram decretados serviços mínimos pelo tribunal arbitral, nomeado pelo Conselho Económico e Social (CES), por causa da greve de 24 horas convocada por organizações sindicais da Infraestruturas de Portugal (IP) para dia 12 de outubro, de acordo com a decisão que foi tomada esta segunda-feira em reunião. Esperam-se “fortes perturbações” na circulação de comboios, porque também não serão disponibilizados transportes alternativos pela CP.

“Não se afigura adequado, ao abrigo dos critérios constitucionais e legais, a definição de serviços mínimos proposta pelas entidades patronais por se tratar de uma greve de curta duração, de um dia apenas”, refere o acórdão da decisão, publicado na página oficial do CES.

A IP apenas terá de assegurar que existe canal disponível para transporte de mercadorias como matérias perigosas, jet fuel, carvão e bens perecíveis; serviços necessários à movimentação do comboio socorro” e garantir que serão levados ao destino os comboios que se encontrem em marcha à hora do início da greve.

O documento refere ainda: “Não se reconhece que tais serviços mínimos pudessem mostrar-se aptos às necessidades sociais impreteríveis à satisfação em matéria de acesso aos cuidados de saúde, às escolas e a serviços de segurança nesse concreto contexto, havendo outros meios alternativos de transporte com aptidão à satisfação daquelas necessidades”.

Estes meios alternativos, no entanto, não serão facultados pela CP – Comboios de Portugal, que comunicou esta segunda-feira que não serão disponibilizados transportes alternativos na sequência desta greve.

Os sindicatos dos trabalhadores da Infraestruturas de Portugal (IP) marcaram uma greve para sexta-feira porque exigem negociar o contrato coletivo. Exigem “respostas às propostas sindicais tanto da parte da empresa como do Governo” em relação à negociação do acordo coletivo, disse esta segunda-feira o coordenador do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor Ferroviário (SNTSF), José Manuel Oliveira, à Lusa.

Além dos aumentos salariais, em causa estão divergências sobre matérias como a duração do tempo de trabalho, o repouso e descanso semanal ou a regulamentação de carreiras, referiu o mesmo dirigente.

A CP adianta que quem já adquiriu bilhetes para viajar em comboios dos serviços Alfa Pendular, Intercidades, InterRegional, Regional e Celta que não se venham a realizar devido à greve, a CP afirma que a empresa “permitirá o reembolso no valor total do bilhete adquirido, ou a sua revalidação, sem custos”.

Para os utentes da CP, esta é a segunda paralisação desde o início do mês, após a paragem dos trabalhadores das bilheteiras e dos revisores no dia 1 de outubro. Neste dia, no entanto, houve serviços mínimos para os passageiros em todos os serviços da empresa pública de comboios.

A greve de sexta-feira afeta ainda a circulação dos comboios da Fertagus, que fazem a ligação ferroviária entre Roma-Areeiro e Setúbal.

 

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