Combustível simples pode custar pouco menos ou o mesmo que o “normal”

A nova lei que obriga a vender combustíveis simples entra em vigor dia 17 de abril
A nova lei que obriga a vender combustíveis simples entra em vigor dia 17 de abril

Os preços dos combustíveis simples ou não aditivados - que já se vendem nos hipermercados e que vão começar a ser vendidos esta sexta-feira, 17 de abril, em todos os postos do país - vão ser praticamente iguais ou mesmo iguais ao dos combustíveis que estão à venda hoje nas bombas e que são aditivados. Ou seja, os consumidores podem passar a pagar quase o mesmo por um produto não aditivado quando antes estavam a comprar aditivado.

“Cada marca tem uma estratégia para se adaptar à nova lei, mas terá de ser ajustada à viabilidade do negócio e, por isso, o preço de venda ao público não poderá ter grande alteração face ao atual”, disse ao Dinheiro Vivo o presidente da APETRO, António Comprido.

Aliás, fonte da Cepsa assegurou isso mesmo. “Não sei se haverá uma diferença suficientemente grande em relação ao preço atual”, disse ao Dinheiro Vivo.

No limite, eles podem ser apenas “um a três cêntimos” mais baratos, ou seja, a poupança será equivalente somente ao valor que custa aditivar os produtos, estima António Comprido.

É por isso que, tal como Dinheiro Vivo já tinha noticiado, os produtos simples que se vão vender na Galp, BP, Repsol e Cepsa serão sempre mais caros que os que se vendem nos super e nos hipermercados. Mesmo sendo exactamente iguais – não aditivados – mas uns oito a 12 cêntimos mais baratos que os aditivados.

É que, explica a mesma fonte da Cepsa, “a diferença de preço que existe entre as grandes marcas e os hipermercados e que originou a nova lei, nunca teve a ver com o facto de uns produtos serem aditivados e os outros não. A diferença está no modelo de negócio dos hipermercados que têm menos custos que nós”.

Ou seja, as grandes marcas são obrigadas, por lei, a vender combustíveis simples, mas como têm de gastar mais dinheiro a pagar aos vários empregados dos postos e ainda a água e a luz das lojas das áreas de serviço – o que não se passa nos hipermercados – dizem não poder praticar preços tão baixos.

Combustível normal desaparece

A justificação para os preços dos combustíveis simples ser quase igual aos que se vendem hoje está relacionada com a estratégia das marcas de referência.

A maior parte delas optou por substituir os produtos normais que se vendem hoje pelos simples, e ao mesmo tempo apostar na venda das gamas premium, que podem ser até dez cêntimos mais caras. Foi o caso da BP e da Cepsa – que até já baixou o preço do combustível premium, ficando agora apenas três cêntimos mais caros que o normal.

Será também a opção da espanhola Repsol, mas não da Galp, que fez precisamente o oposto: tirar os premium – neste caso os GForce – para colocar os simples e manter os normais.

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