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Comissão de Trabalhadores exige integração da EMEF na CP

(Leonardo Negrão / Global Imagens)
(Leonardo Negrão / Global Imagens)

Comissão de trabalhadores lança carta aberta ao ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, e teme acidentes ferroviários.

Integração imediata da empresa de manutenção EMEF na CP. Este é o apelo deixado esta quarta-feira pela comissão de trabalhadores da transportadora ferroviária em carta aberta ao ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, na sequência das supressões de comboios na linha de Sintra e nos serviços regionais que recorrem às automotoras a gasóleo. A comissão teme que possa ocorrer um “acidente com consequências trágicas”.

“O diagnóstico está há muito feito: são necessários mais trabalhadores, são necessárias mais peças e equipamentos nos armazéns da EMEF; é necessária a reintegração imediata da EMEF na CP e, na consequência desta última, é igualmente urgente a reconstrução da direção de engenharia da CP”, refere a comissão de trabalhadores na carta aberta.

A comissão de trabalhadores diz ainda que “só a reintegração da EMEF na CP, aligeirando a cadeia de comando que vai do saber técnico aqui sedimentado ao saber oficinal e de produção da EMEF poderá garantir à CP a disponibilidade, fiabilidade do seu material circulante e, com isto, assegurar o cumprimento do serviço público ferroviário”.

Atualmente, CP e EMEF são duas empresas separadas, embora a CP detenha a totalidade do capital da EMEF, que repara nas suas oficinas todas as unidades da empresa pública de comboios.

A EMEF aguarda por uma autorização do Ministério das Finanças para poder contratar mais 57 trabalhadores para as suas oficinas, conforme referiu o ministro Pedro Nuno Santos, no final de abril, em audição na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas.

Na mesma audição, o governante afirmou haver ainda motivo para questionar se “existe alguma razão para que a EMEF continue a ser uma empresa separada da CP. A EMEF é detida a 100% pela CP e “andam muitas vezes de costas voltadas”, não havendo, segundo o ministro, uma “justificação forte para que as duas empresas estejam separadas”.

No final de 2018, a EMEF tinha nos seus quadros 1031 operários, menos quatro do que em 2017, apesar da integração de 37 trabalhadores ao abrigo do programa de integração de precários no Estado (PREVPAP) e da contratação de mais de uma centena de funcionários.

 

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