Luanda Leaks

Comité de Ética da NOS vai ouvir os administradores envolvidos no Luanda Leaks

Miguel Almeida, CEO da NOS
Miguel Almeida, CEO da NOS

Há três administradores não executivos na NOS envolvidos no caso Luanda Leaks. A operadora quer ouvir explicações.

Os três administradores não executivos da NOS envolvidos no caso Luanda Leaks vão ser ouvidos pelo Comité de Ética e pela Comissão de Governo Societário da operadora na próxima segunda-feira, noticiou o Jornal de Negócios. A decisão surge depois de a acionista Sonae ter admitido estar a acompanhar o caso “com atenção e preocupação”. “Neste contexto, foi desde já garantido que os órgãos competentes da sociedade estão a avaliar a situação de forma rigorosa e com sentido de urgência”, disse a Sonae.

Jorge Brito Pereira (chairman), Paula Oliveira e Mário Leite da Silva são os nomes, ligados à acionista Isabel dos Santos, que têm estado envolvido no processo de investigação internacional. Deverão ter de explicar aos órgãos internos da NOS as recentes notícias que dão conta do seu envolvimento em transferências de vários milhões de dólares dos cofres da Sonangol para o pagamento de alegados serviços de consultadoria à offshore Matter Business Solutions, com sede no Dubai, controlada por Isabel dos Santos. Um total de 115 milhões de dólares teria sido transferido de forma pouco clara.

A offshore seria também controlada por Jorge Brito Pereira, chairman da NOS e advogado de há longa data de Isabel dos Santos. “Não tenho, nem nunca tive, qualquer ação nessa sociedade, nunca ocupei qualquer cargo nos órgãos sociais, nunca movimentei qualquer conta bancária e, em suma, nunca tive qualquer intervenção que não a de constituir formalmente a sociedade, com os poderes que me foram conferidos pela acionista única, no exercício da minha profissão de advogado”, disse o advogado numa nota emitida na segunda-feira.

O caso que ganhou uma dimensão internacional levou a Sonae, sócia de Isabel dos Santos na Zopt, entidade que controla a NOS, a emitir um comunicado.

“Face às notícias veiculadas nos últimos dias em diversos órgãos de comunicação social sob a designação “Luanda Leaks”, a Sonae vem por este meio comunicar que está a acompanhar a situação com atenção e preocupação, sobretudo dadas as alusões feitas a vários membros não executivos do Conselho de Administração da sua participada NOS. Neste contexto, foi desde já garantido que os órgãos competentes da sociedade estão a avaliar a situação de forma rigorosa e com sentido de urgência. A NOS sempre se pautou por regras de governo societário exigentes, que vêm sendo estritamente cumpridas e continuarão a sê-lo”, disse o grupo liderado por Cláudia Azevedo.

“Esta situação em nada altera a total confiança que a Sonae tem na empresa e na sua equipa de gestão. A NOS é um operador de telecomunicações de referência a nível europeu e uma das maiores empresas portuguesas, com responsabilidade perante milhares de colaboradores, clientes e parceiros. A Sonae tudo fará para garantir que a empresa tem a estabilidade necessária para continuar a servir os seus diversos stakeholders e gerar valor para a economia portuguesa.”

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