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Como o Burger King conseguiu pôr o Ronaldo a vestir uma camisola da marca

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Fernando Machado, CMO do Burger King, explica como a ideia criativa está a ajudar aos resultados da cadeia de fast food

“Se parece um anúncio, soa a um anúncio e cheira a um anúncio, provavelmente não é um bom anúncio”. A frase de Fernando Machado, chief marketing officer do Burger King, provocou riso na plateia da Pand Conf que encheu para ouvir o marketeer que só este ano ganhou 40 leões e três Grand Prix no Cannes Lions para as campanhas da marca.

Ganhar prémios que empurram os resultados operacionais da companhia. “Acredito firmemente que a criatividade pode ser uma fonte de resultados operacionais”, diz Fernando Machado.

E os números falam por si. Em 2014 a companhia conquistou um leão no festival Cannes Lions, as vendas subiram uns meros 1,7%. Este ano as vendas, de acordo com os dados do terceiro trimestre, subiram mais de 10%. “E o valor de marca subiu quando começamos a fazer melhor trabalho criativo”, destaca Fernando Machado.

“A criatividade tem o poder de alterar a realidade” e “muitas coisas não precisam de muito dinheiro se a ideia for boa”, defendeu.

“A minha concorrência tem muito dinheiro, pode contratar o Neymar. Eu não. Preciso de ter uma ideia”, diz o CMO da Burger King.

Ideias como patrocinar uma equipa de futebol americana Stevenage, completamente desconhecida, mas isso permitiu que pudessem ter participação com equipa nos jogos eletrónico da FIFA e ter jogadores de TOP, como Ronaldo ou Neymar na equipa com a camisola com o logotipo do Burger King.

Ou ideias que vivem da tecnologia para serem executadas, como fazer entregas de comida a condutores presos no trânsito no México (onde levam quase 5 horas), através da aplicação. As vendas aumentaram 63%.

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