mobilidade

Compensa mais partilhar bicicleta, trotinete, mota ou carro?

Drive now

Há várias opções de veículos partilhados na capital portuguesa. Mas é preciso fazer algumas contas para escolher optar pela melhor escolha.

Lisboa é a única cidade portuguesa em que é possível andar com qualquer veículo partilhado. Com um telemóvel e o registo em algumas aplicações, é possível utilizar uma bicicleta, trotinete, mota ou carro por sua conta. Só que a opção, à partida, mais barata, pode não ser a mais compensadora. É preciso ter em conta fatores como a distância, o tempo e o número de pessoas que está a ser transportado.

As bicicletas e as motas partilhadas são o meio mais fácil, mais barato e que pode ser mais rápido. Também é mais fácil encontrar um lugar para estacionar – desde que não fique no meio do passeio ou da estrada. Mas tudo depende da distância percorrida – é preciso levar à letra o conceito de ‘transporte de último quilómetro’ e a fatura pode sair-lhe bem cara – apenas transportam uma pessoa de cada vez.

No caso das bicicletas com assistência elétrica – e aqui vamos excluir o sistema Gira, que funciona sobretudo com passes mensais e anuais – só existe a opção Jump, da responsabilidade da Uber. Paga-se 15 cêntimos por cada minuto de utilização e nada mais. Por exemplo, se utilizar durante 10 minutos, paga 1,5 euros, que lhe permitem fazer cerca de dois quilómetros.

No caso das trotinetes, há nove empresas no mercado, com preços semelhantes: um euro pelo desbloqueamento do veículo e 15 cêntimos por cada minuto de utilização. Aqui, os mesmos 10 minutos de utilização podem custar 2,5 euros – há exemplos da Circ (ex-Flash), da Lime e da Wind, que cobram 50 cêntimos pelo desbloqueamento ou que não cobram taxa em alguns horários.

Ainda nas duas rodas, temos o exemplo das motas elétricas partilhadas, através da eCooltra e da Acciona Mobility. O preço é mais elevado do que nas bicicletas e trotinetes elétricas mas já é possível dividir a conta: as scooters têm dois lugares. E se a viagem tiver mais do que um par de quilómetros, a fatura pode sair-lhes mais em conta do que nas concorrentes de duas rodas.

Na eCooltra, as motas têm 50 centímetros cúbicos e custam 26 cêntimos por cada minuto de utilização. Nas motas da Acciona Mobility, de 125 centímetros cúbicos, também se pagam 26 cêntimos por minuto se a velocidade máxima for de 50 km/h; são pagos 28 cêntimos por minuto se a velocidade máxima subir para os 80 km/h.

Isto quer dizer que a viagem de mota de 10 minutos pode custar 2,6 euros ou 2,8 euros – mas percorreu uma distância maior e terá fintado as filas, sobretudo, na hora de ponta.

Passamos para os carros partilhados, com as opções DriveNow (em breve, Share Now) e a Emov (só com carros elétricos). Usar este serviço pode ficar mais barato do que nos restantes meios de transporte – é possível dividir a conta por mais três ou quatro pessoas – só que pode haver mais dificuldades a estacionar – mesmo com os lugares reservados a estes automóveis e o dístico da EMEL – que podem levá-lo a perder mais tempo.

A Emov é a opção mais económica: pode utilizar um carro totalmente elétrico por 26 cêntimos por minuto. Na Share Now, pode conduzir compactos e descapotáveis por 29 ou 31 cêntimos por minuto. Os 10 minutos de viagem nestas empresas podem custar 2,6 euros, 2,9 euros ou 3,1 euros. Mas permitem-lhe, por exemplo, viajar entre a estação de Sete Rios e a LX Factory.

Depois de os dados estarem lançados, pense bem e faça uma boa viagem. Sozinho ou acompanhado, conforme o meio de transporte.

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