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Comporta. Decisão da venda será tomada a 27 de novembro

O francês Claude Berda e Paula Amorim são os novos proprietários da Comporta. Fotografia: Arquivo/Global Imagens
O francês Claude Berda e Paula Amorim são os novos proprietários da Comporta. Fotografia: Arquivo/Global Imagens

Os participantes no fundo que detém a Herdade da Comporta terão de aprovar a proposta da Vanguard/Amorim

A assembleia-geral que irá decidir a venda da Herdade da Comporta ao consórcio Vanguard Properties e Amorim Luxury está prevista realizar-se a 27 de novembro. Nessa ocasião, os acionistas do fundo que detêm os ativos irão votar a proposta do consórcio, a única que apresentou um projeto e um preço pelos ativos que estão a ser geridos pela Gesfimo.

O valor da proposta apresentada no concurso iniciado a 22 de agosto é desconhecido. O Dinheiro Vivo sabe que a Vanguard Properties ficará responsável por 88% dos ativos da Herdade da Comporta e que nas mãos da Amorim Luxury ficarão 12%, que se referem a um hotel e algumas moradias.

A Gesfimo deverá, ainda hoje, informar a CMVM (Comissão do Mercado da Valores Mobiliários) da data da assembleia-geral. A reunião, que deverá acontecer a 27 de novembro, poderá ser o fim de um processo que se arrasta no tempo e que tem levantado muita polémica e, até, envolvido o Ministério Público.

Para já, o consórcio garantiu a celebração do contrato promessa de compra e venda, celebrado na passada terça-feira, nas instalações da consultora Deloitte, entidade que supervisionou o concurso. “É uma boa proposta, séria e feita por entidades com provas dadas e capacidade de investimento”, disse Cardoso Botelho, representante da Vanguard em Portugal.

O responsável assume que o objetivo do consórcio “é criar um destino de eleição e de qualidade, de forma coordenada” entre os dois grupos que constituem o consórcio. Como frisou, “vamos desenvolver um projeto de elevada qualidade”.

Segundo o responsável, o processo do concurso, que foi supervisionado desde a primeira hora pela Deloitte, foi “transparente, aberto e idóneo”, sendo que todas as reuniões foram realizadas por elementos da Deloitte e “nunca houve um contacto com a Gesfimo”. E sublinha: “a proposta foi aberta por um notário”.

A Deloitte enviou um relatório ao Ministério Público (MP), que irá analisar os trâmites do processo. Para Cardoso Botelho, não haverá qualquer problema, porque este é um processo de venda de ativos que não estão arrestados. O MP chegou a intervir e inclusive a anular um negócio de venda de ações do fundo, que decorreu há um ano, por considerar que não estavam reunidas as condições de transparência exigidas. Esse negócio era encabeçado pelo empresário Pedro Almeida.

 

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