Turismo

Comporta receberá investimento superior a mil milhões nos próximos 10 anos

O francês Claude Berda e Paula Amorim são os novos proprietários da Comporta. Fotografia: Arquivo/Global Imagens
O francês Claude Berda e Paula Amorim são os novos proprietários da Comporta. Fotografia: Arquivo/Global Imagens

Claude Berda e Paula Amorim assinam a escritura de compra e venda dos ativos imobiliários do fundo Herdade da Comporta a 4 de abril de 2019

Os milionários Claude Berda e Paula Amorim, os novos proprietários dos ativos imobiliários do fundo Herdade da Comporta, têm um plano de investimento para a propriedade que ultrapassa os mil milhões de euros. Para já, os dois empresários viram a sua proposta de compra aprovada por 84% dos 90% de capital presente na assembleia de participantes do fundo, que ontem se realizou em Lisboa. Claude Berda e Paula Amorim ofereceram 158 milhões de euros pelos terrenos. A escritura de venda está agendada para 4 de abril do próximo ano, mas é provável que os intervenientes consigam antecipar essa data.

A primeira intervenção na Comporta será ao nível das infraestruturas, adiantou ao Dinheiro Vivo Cardoso Botelho, representante de Claude Berda em Portugal. “O programa inicial prevê a reparação e construção de várias infraestruturas – estações de tratamentos de água e de efluentes, arruamentos -, e o desenvolvimento de 52 moradias turísticas”, disse. Esta primeira fase, deverá implicar um investimento de 300 milhões. Em simultâneo, Paula Amorim (filha do falecido empresário Américo Amorim) deverá arrancar com o desenvolvimento de uma unidade hoteleira.

Como frisou Cardoso Botelho, a Comporta é “um projeto que se irá prolongar por 10 a 15 anos” e cujo “investimento ultrapassará o bilião de euros”. O responsável sublinhou que será desenvolvimento com base em parcerias, mas com a preocupação “em olhar para o detalhe, para conceitos personalizados, que integrem bem-estar. Queremos um projeto ímpar”.

Qualidade e responsabilidade
A Comporta será desenvolvida tendo em conta o seu potencial “enquanto destino residencial e de turismo de qualidade” e com “sentido de responsabilidade porque é nossa firme intenção garantir esse desenvolvimento respeitando a comunidade local, a natureza e a tradição”, disse Paula Amorim num comunicado enviado às redações. A empresária, que responde por 12% do projeto (os outros 88% são de Claude Berda), afirmou pretender um “modelo de desenvolvimento que garanta a sustentabilidade da região, crie emprego (…) investimento de qualidade e qualifique os espaços públicos”.

Segundo informação disponibilizada pelos investidores, a Herdade da Comporta terá uma “adequada estrutura de hotéis, vilas e condomínios” e promoverá “um vasto número de iniciativas de apoio às comunidades, centros de arte, cultura e design“. Um wellness center de uma marca premiada, com atividades de relaxamento e detox, faz parte do projeto, que também contará com academias desportivas, nomeadamente golfe, ténis e padel, e áreas de comércio e restauração. Um museu e uma igreja, assinados por um conceituado arquiteto, consta também dos objetivos dos promotores para o local.

Nuvens dispersas
O consórcio Amorim Luxury e Vanguard Properties assume agora o destino da Herdade da Comporta, depois de um malogrado concurso (anulado em julho) que ficou marcado por controvérsias e polémicas. A oferta pelos ativos subiu de 156,4 milhões para 158 milhões. O anterior concurso foi também disputado pelo agrupamento constituído pelo inglês Mark Holyoake, a Portugália e a Sabina, que ofereceram 155,8 milhões de euros, e por Louis-Albert de Broglie e os seus parceiros Global Asset Capital e Bonmont, com uma oferta é de 159 milhões.

O Ministério Público deu aval favorável à venda ao consórcio de Claude Berda e Paula Amorim, considerando que o processo cumpriu as regras de isenção e transparência. O Tribunal Central de Instrução Criminal também deu parecer favorável. Já a Portugália estuda a instauração de uma ação judicial, por considerar que a rejeição da proposta que apresentou ao anterior concurso pode ser considerada nula.

O fundo imobiliário Herdade da Comporta, gerido pela Gesfimo, é detido maioritariamente pela insolvente Rio Forte, que detém participações de 59,09%, e pelo Novo Banco, com 15,46%.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
REUTERS/Pedro Nunes/File Photo

Programa de arrendamento acessível arranca a 1 de julho. Tudo o que deve saber

Fotografia: Pedro Rocha/Global Imagens

Governo questiona RTP sobre não transmissão de Jogos de Minsk

DHL Express Store2

DHL Express vai investir até 600 mil euros em rede de lojas pelo país

Outros conteúdos GMG
Comporta receberá investimento superior a mil milhões nos próximos 10 anos