Compra TVI. Mário Ferreira e Prisa já terão assinado memorando de entendimento

O empresário Mário Ferreira já terá assinado um memorando de entendimento com a Prisa para negociar a compra da TVI, avança o Negócios.

Mário Ferreira, o empresário da Douro Azul, já terá assinado um memorando de entendimento com a espanhola Prisa, com o objetivo de negociar a compra da TVI, avança esta sexta-feira o Jornal de Negócios. A Prisa e Mário Ferreira não comentam esta informação.

Também esta manhã, o Jornal Económico avançava que o dono da Douro Azul estaria a negociar a compra da TVI, mas sem mencionar o memorando de entendimento. O Económico indicava que Mário Ferreira seria o interessado na compra da TVI em melhor posição.

"Sem comentários" foi a reação de fonte oficial do grupo Prisa quando contactada pelo Dinheiro Vivo sobre este eventual acordo. E ao mesmo silêncio remete-se o empresário dono da Douro Azul. "Sobre a TVI não tenho nada a dizer", reagiu Mário Ferreira.

A notícia surge na mesma semana em que foi conhecido que o empresário Mário Galinha (do grupo Bel), a Prozis e o fundo Apollo teriam feito uma oferta para a compra do grupo Media Capital.

A avançar a oferta de Mário Ferreira será a quarta tentativa de compra do grupo dono da TVI, da produtora Plural ou das rádios Comercial ou M80. Marca igualmente o regresso do empresário do norte a uma nova tentativa de aquisição do grupo de media, depois de ter caído por terra a oferta do grupo Cofina, após terem falhado, por 3 milhões, o aumento de capital de 85 milhões de euros. Esta operação previa a entrada de novos acionistas no grupo dono do Correio da Manhã, como o banco galego Abanca (já acionista da Media Capital), bem como do empresário Mário Ferreira.

Contactada pelo Dinheiro Vivo, fonte oficial do grupo Cofina, dono de marcas como o Correio da Manhã, indica que "não vai comentar a notícia".

O grupo liderado por Paulo Fernandes confirmou em março, em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Imobiliários (CMVM), desistir da compra da Media Capital. "Tendo especialmente em consideração a recente e significativa deterioração das condições de mercado, a Cofina entendeu não estarem reunidas condições para o lançamento de uma oferta particular para colocação das ações sobrantes, cuja possibilidade se encontrava prevista no prospeto da oferta pública de subscrição", escrevia o grupo, em março, indicando que "a oferta ficou sem efeito".

A decisão levou a Prisa a avançar para a justiça. Em causa estão 10 milhões de euros avançados pela Cofina no acordo de compra e venda, tendo ainda o grupo espanhol exigido uma indemnização pelos danos causados pelo fim do negócio. A 15 de abril deu entrada o processo de arbitragem na Câmara do Comércio e Indústria Portuguesa (CCIP).

(notícia atualizada às 17h18 com reações da Prisa e Mário Ferreira)

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de