Retalho Alimentar

Concorrência polaca abre nova investigação à Biedronka. Coima pode ir aos 10%

A Biedronka é a cadeia de supermercados polacos detida pela Jerónimo Martins. Fotografia: D.R.
A Biedronka é a cadeia de supermercados polacos detida pela Jerónimo Martins. Fotografia: D.R.

Em menos de um mês é a segunda investigação aberta pela autoridade da concorrência polaca à cadeia de retalho. Grupo Jerónimo Martins já reagiu.

A autoridade da concorrência polaca, o UOKiK, abriu uma nova investigação à Biedronka, desta feita à forma como os preços estão a ser apresentados aos clientes da cadeia do grupo Jerónimo Martins.

“As alegações estão relacionadas com a visibilidade dos preços baixos ao lado do produto, seguido da cobrança de um preço mais elevado na caixa nas lojas da cadeia Biedronka”, disse o regulador citado pela Reuters.

A confirmar-se a cadeia está sujeita a uma coima que pode ir até 10% dos resultados operacionais.

“Estamos a analisar de forma cabal a carta da UOKiK Sublinhamos, no entanto, que, tendo em conta a escala de operações da Biedronka – mais de 2900 lojas, mais de 67 000 colaboradores, que servem diariamente cerca de 4 milhões de clientes, num total de mais de 1,3 mil milhões de transações anuais – há sempre a possibilidade de, por erro humano, faltarem alguns preços ou estarem mal colocados”, reagiu fonte oficial da Jerónimo Martins, ao Dinheiro Vivo.

“Temos uma preocupação grande com o rigor dos preços na gestão das operações e, ao mesmo tempo, asseguramos que os procedimentos da Biedronka estão definidos de acordo com a legislação, que determina que, em caso de diferença entre o preço na prateleira e o preço na caixa de check-out, os clientes têm sempre o direito de comprar o produto pelo preço mais baixo ou de serem reembolsados da diferença”, refere ainda. “Queremos também reforçar o compromisso da Biedronka, há mais de duas décadas, de oferecer a melhor qualidade ao melhor preço. Os nossos clientes reconhecem-no, escolhendo comprar diariamente nas lojas da Biedronka”, conclui.

Num espaço de um mês é a segunda investigação aberta pelo regulador à cadeia de retalho alimentar. Em setembro, o UOKiK abriu uma investigação por suspeita de vantagem comercial do grupo português face a fornecedores, nomeadamente de frutas e legumes. Caso se confirme, a Jerónimo Martins poderá ter de pagar uma coima de 3% sobre as receitas.

(notícia atualizada às 16h10 com reação da Jerónimo Martins)

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