indústria automóvel

Continental fecha fábrica de Palmela em 2021. 370 pessoas ficam sem emprego

Fábrica da Continental em Palmela funciona há 25 anos. Vai fechar em 2021 (Fotografia cedida pela Continental Portugal)
Fábrica da Continental em Palmela funciona há 25 anos. Vai fechar em 2021 (Fotografia cedida pela Continental Portugal)

Unidade de produção de maxilas de travões dianteiros funciona há 25 anos e vai deixar de laborar por causa da quebra do mercado automóvel mundial.

Portugal entrou na rota de despedimentos da Continental. O grupo alemão vai fechar a fábrica de Palmela até ao final de 2021, deixando 370 pessoas sem emprego, segundo comunicado divulgado esta terça-feira. A queda do mercado automóvel mundial é apontada como a principal razão para o encerramento da unidade de produção de maxilas de travões dianteiros. Não há qualquer relação com os impactos do novo coronavírus (Covid-19).

“As estimativas atuais são significativamente mais baixas em comparação com as previsões de há um ano e meio e mostram que os volumes da produção automóvel continuam a cair”, alega a multinacional alemã em nota de imprensa. “Esta situação resulta igualmente na redução do mercado de maxilas de travão e, por consequência, na redução dos volumes de produção de Palmela”, acrescenta a companhia.

“Estes efeitos exigem que agrupemos volumes e que usemos efeitos de escala para assegurar a nossa competitividade e para consolidar as nossas fábricas de maxilas de travão na Europa”, no entender de Bernhard Klumpp, o diretor-geral da unidade de negócios sistemas hidráulicos de travagem da Continental.

Na hora do fecho desta fábrica, o grupo alemão garante apoio aos operários que ficarão sem emprego: “vamos colaborar estreitamente com a Comissão de Trabalhadores para desenvolver um pacote abrangente de compensação. Este pacote vai incluir indemnização e apoio na procura de um novo emprego dentro ou fora da Continental”, antevê Pedro Gaivéo, diretor-geral da fábrica desde o início de 2019.

Esta fábrica do grupo Continental em Portugal registou quebra de faturação no ano passado. Depois de um volume de negócios de cerca de 140 milhões de euros em 2018, o último ano marcou uma diminuição de 6%, segundo declarações de Pedro Gaivéo ao jornal O Setubalense publicadas em setembro.

O fecho desta unidade da Continental em Portugal faz parte da reestruturação da multinacional alemã anunciada no final de 2019 e que prevê o despedimento de 20 mil trabalhadores a nível mundial ao longo da década de 2020 – a Continental emprega mais de 240 mil pessoas a nível mundial.

Em sentido contrário, este grupo alemão está a reforçar-se na área tecnológica em Portugal. A cidade do Porto é o epicentro do novo centro de engenharia e serviços, que será inaugurado oficialmente nas próximas semanas e que conta, para já, com 40 engenheiros. Até 2022, prevê-se um reforço da equipa para 150 pessoas – em novembro, a empresa tinha previsto o recrutamento de 300 pessoas.

Em território português, a Continental emprega um total de 3700 pessoas, em sete localizações, com destaque para a unidade de produção de pneus, em Lousado, Vila Nova de Famalicão.

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