Jerónimo Martins

“Continuo muito cético”, diz Soares dos Santos em relação à economia portuguesa

O presidente do Conselho de Administração e Administrador-Delegado do Grupo Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos. Inácio Rosa / Lusa
O presidente do Conselho de Administração e Administrador-Delegado do Grupo Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos. Inácio Rosa / Lusa

Durante a apresentação de resultados, Pedro Soares dos Santos disse que falta " vontade de acreditar na iniciativa privada como o motor de tudo."

Questionado sobre as perspetivas para a economia portuguesa, líder da Jerónimo Martins refere que continua “muito cético”, indicando que tem “muita pena que não queiramos crescer”.

O responsável pelo grupo de retalho alimentar, que tem presença em Portugal, Colômbia e Polónia, aponta as características que falham na economia nacional. “Falta determinação, menos política e mais vontade de acreditar na iniciativa privada como o motor de tudo.”

O empresário refere ainda que falta “uma maior estabilidade fiscal e acima de tudo grande estabilidade nas políticas fiscais, laborais e de proteção ao investimento.”

Durante a apresentação de resultados, o grupo Jerónimo Martins indicou que, em 2019, pagou 469 milhões de euros em impostos. No total, a empresa encerrou o ano passado com mais de 4200 lojas, distribuídas por três países. A operação polaca representou a maior fatia de vendas da Jerónimo Martins no ano passado, com o grupo a colocar a cadeia de supermercados Biedronka no topo das prioridades de investimento.

Sobre a operação portuguesa, distribuída entre as lojas Pingo Doce e o Recheio (cash and carry), a Jerónimo Martins refere que “a proximidade é o grande objetivo”. “Continuamos a acreditar que para uma marca de retalho ser líder tem de continuar a investir na sua própria cadeia”, avançou Pedro Soares dos Santos. Por cá, o consumidor também tem objetivos definidos: o preço. O líder da Jerónimo Martins recorda que “no Pingo Doce as promoções têm uma força de quase 50% nas vendas.”

O ano passado marcou ainda a primeira vez em que a marca Recheio, que “serve 60 mil clientes mensais”, ultrapassou a marca dos mil milhões em vendas. Ao longo de 2020, a Jerónimo Martins coloca no mapa a abertura de nove lojas, sendo que quatro serão em formato Pingo Doce & Go.

Para 2020, as lojas Pingo Doce receberão 21% do investimento estipulado para este ano, que poderá ir até um total de 750 milhões de euros.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

1400 empresas já pediram para aderir ao novo lay-off, apoios só a 28 de abril

Algarve, Portugal. Fotografia: D.R.

Algarve lança campanha. “Fiquem em casa para regressarem com mais saudade”

Veículos da GNR durante uma operação stop de sensibilização para o cumprimento do dever geral de isolamento, na Autoestrada A1 nas portagens dos Carvalhos/Grijó no sentido Sul/Norte, Vila Nova de Gaia, 29 de março de 2020. MANUEL FERNANDO ARAÚJO/LUSA

Mais de 80 detidos e 1565 estabelecimentos fechados

“Continuo muito cético”, diz Soares dos Santos em relação à economia portuguesa