Correios. 160 trabalhadores já aceitaram sair da empresa

Em novembro os CTT tinham aberto a porta à saída de até 300 trabalhadores, através de reformas antecipadas e convite à rescisão

Cento e sessenta trabalhadores dos CTT já aceitaram o convite à saída feito pelo operador postal em novembro do ano passado, adiantou António Pedro Silva, administrador executivo dos Correios, ao Dinheiro Vivo.

"160 pessoas. É o número que temos neste momento", diz o administrador. Em finais de dezembro, 140 colaboradores já tinham chegado a acordo com os Correios que tinham endereçado o convite a 300 trabalhadores, para atingir um objetivo de 200.

A redução de quadros no operador postal surgiu logo após terem sido conhecidos os resultados até setembro, período em que a empresa liderada por Francisco Lacerda registou uma quebra de 35,9% dos lucros, para 31,2 milhões de euros. A empresa também anunciou a decisão de cortar no dividendo pago aos acionistas, de 48 para 38 cêntimos e que até ao final do ano iria apresentar um plano de reorganização.

O plano para o triénio 2018-2020 foi conhecido em dezembro, em vésperas de greve dos CTT, tendo sido anunciada a intenção da empresa de em três anos reduzir 800 o número de trabalhadores, em particular na área operacional, elevando para mil o número de corte de quadros.

Até setembro, os CTT tinham 12 mil trabalhadores, dos quais 6700 ligados à área operacional. Destes, 6200 são efetivos e 500 têm contrato a termo. Esta medida terá um custo estimado de 25 milhões.

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