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Correios investem para serem líderes em Espanha

Apresentação do serviço CTT Express em Madrid
(Ana Marcela)
Apresentação do serviço CTT Express em Madrid (Ana Marcela)

O objetivo da nova CTT Express é crescer, em três anos, 70% em receitas e encomendas. Correios estão a investir 12 milhões de euros.

Era uma “história triste” a da Tourline em Espanha, mas agora os CTT têm uma nova marca e estratégia para dar a volta ao negócio de entrega de correio expresso e encomendas. Estão a investir 12 milhões de euros para, em 2021, começar a ter lucros com a nova CTT Express e, em “quatro anos”, liderar o mercado transfronteiriço de correio expresso e encomendas. Em três anos querem crescer 70% em volume de receitas e encomendas. Parte de prejuízos estimados, entre 2016 e 2020, de 25 milhões de euros.

“Uma possibilidade que considerámos, para além de reforçar no CTT Express em Espanha ou comprar uma empresa, era se podíamos ter uma oferta ibérica com um parceiro espanhol. Mas queremos capturar este crescimento [do comércio eletrónico] que está a acontecer na Península Ibérica”, explicou João Bento, CEO dos CTT.

Para isso, os CTT estão a investir em novas instalações, equipamento e inteligência artificial para dar maior capacidade à operação logística “O mercado B2B está estável há 20 anos em Espanha, o mercado B2C está a crescer 20% nos últimos cinco anos. O B2C é ir buscar as encomendas e distribuir por dezenas ou centenas de sítios no mesmo dia. E as franquias não são eficientes a fazer isso. É preciso tecnologia, otimização na gestão de frotas e muita sofisticação técnica. Nós identificámos que precisaríamos desse tipo de capacidade instalada em Espanha para crescer no mercado que mais se desenvolve”, justifica. “Temos 3% do mercado expresso em Espanha, que é oito vezes maior do que o de Portugal. Há dois outros mercados que estamos a endereçar: o expresso em Portugal, onde lideramos, e o expresso transfronteiriço. Achamos que aí já estamos bem posicionados e esperamos poder ser em breve líderes de mercado”.

Manuel Molins “ficaria contente” se atingissem a liderança “em quatro anos”. A estratégia passa por envolver a rede de franqueados (250) num “modelo de gestão comercial muito mais eficiente do que estavam a usar até agora”, diz o CEO da CTT Express.

O investimento visa dar capacidade à rede logística para responder aos picos de procura, como o Black Friday ou Natal, dos gigantes como a Amazon (cliente perdido em Espanha e que, até setembro, levou a quebra de 6,9% nas receitas, para 37,8 milhões de euros). “Queremos ganhar a confiança dos emissores demonstrando-lhes que temos uma rede de distribuição, com investimento em novas tecnologias, suficientemente avançadas, para garantir uma qualidade de serviço estável, uniforme, em 24 horas, a nível ibérico. Com estas duas frentes acreditamos que vamos conseguir um crescimento de 70% em três anos das vendas da empresa em Espanha”, diz Molins.

A previsão de crescimento da economia espanhola é de apenas 1,6%, mas Molins não se mostra preocupado. “O e-commerce está mais relacionado com a mudança de comportamento de compra, e aqui estamos a falar de crescimentos entre 15% e 20%. Por isso acreditamos que vamos continuar a ter crescimentos desta grandeza.”

*A jornalista viajou a convite dos CTT

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