Cortiça já cresce mais do que o vinho

António Rios de Amorim
António Rios de Amorim

As exportações de cortiça estão a crescer a um ritmo superior
ao do mercado do vinho. Uma tendência dos últimos três anos e
que, a par do reconhecimento dos principais críticos mundiais da performance
da rolha, são os dois fatores invocados pelo presidente da líder
mundial do setor, a Corticeira Amorim, para validar a estratégia
seguida pela empresa que, em 2012, apresentou vendas históricas
acima de 500 milhões. António Rios de Amorim acredita que a cortiça
usufrui hoje de uma notoriedade internacional “nunca vista”
e cita exemplos vários de reconhecimento, desde a indústria
vinícola, a arquitetura, o design ou os transportes.

Veja aqui a entrevista completa

“Os sinais do mercado – seja nas exportações, seja no valor
premium atribuído à rolha de cortiça ou no reconhecimento dos
críticos – são muito benéficos para o vedante natural, em
detrimentos dos artificiais”, afirma o gestor. No entanto,
reconhece que é preciso distinguir entre os vedantes de plástico,
associados a “baixa qualidade” e a perder quota contínua,
ou vedantes de alumínio, com uma posição consistente em alguns
mercados, como a Austrália. “Mas já há sinais de uma inversão
de tendência”, garante.

Questionado sobre contratações, já que em 2009, quando as
vendas caíram, a empresa despediu 195 pessoas, António Rios de
Amorim diz que atualmente, a Corticeira Amorim tem uma “estrutura
de recursos humanos adaptada às necessidades do mercado”. No
entanto, acrescenta, como em qualquer empresa que busca as “melhores
práticas” de gestão, as nossas estruturas de RH são sempre
objeto da mais “cuidada e rigorosa” atenção, com vista à
sua “permanente otimização”.

Sobre a revisão em baixa das previsões do Governo para a
economia nacional, o presidente da Corticeira lembra que esta é uma
empresa de cariz internacional, que exporta 95% da sua produção
para um universo de mais de 100 países. “Esta diversificação
tem sido fundamental para ultrapassar as diversas contingências
macroeconómicas nacionais e internacionais”, frisa António
Rios de Amorim. Em Portugal, mas também nos restantes mercados, a
empresa continuará o “esforço contínuo” de eficiência
operacional e otimização de rubricas com grande impacto, como a
energia e os transportes. Disponibilizar às empresas exportadoras o
“maior sistema de incentivos possível,” que “maximize
a sua competitividade face aos players internacionais,” é o que
o líder da Corticeira também preconiza.

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