PSI 20

Cotadas comprometem-se: 30% de mulheres na administração até 2018

Acordo será assinado com Teresa Morais, secretária de Estado da Igualdade
Acordo será assinado com Teresa Morais, secretária de Estado da Igualdade

É um novo passo no caminho para a igualdade de géneros. Esta terça-feira, 13 empresas cotadas, das quais 9 integram o PSI 20, assinaram um acordo com o Governo, comprometendo-se a que, até 2018, os conselhos de administração sejam compostos por, pelo menos, 30% de mulheres.

“Quero agradecer a cada um de vocês por permitirem que hoje se faça história no nosso país. Os senhores e senhoras aqui presentes são exemplos a seguir”, começou por dizer Leonardo Mathias. As empresas presentes na assinatura do acordo representam 50% do PSI 20 e 60% da capitalização bolsista do índice de referência nacional, detalhou o secretário de Estado Adjunto e da Economia.

Depois de ter imposto uma quota mínima de 33% de cada género nos conselhos de administração das entidades reguladoras, este era outro dos objetivos que o Governo procurava atingir. Neste caso, ao contrário do que acontece nos reguladores, a meta de 30% não será uma imposição, mas antes um compromisso voluntário.

“O Governo entendeu que devia esgotar primeiro a possibilidade de que as empresas o quisessem fazer através de um compromisso”, explicou, em entrevista ao Dinheiro Vivo, publicada no final de maio, Teresa Morais, secretária da Estado da Igualdade. “No fim deste processo, serão tiradas conclusões. Portanto, não está excluída a possibilidade de vir a tomar-se, no futuro, um outro caminho”, disse, na altura, a governante.

O acordo destina-se apenas a aumentar o número de mulheres nos conselhos de administração, ficando de parte os conselhos executivos. Hoje, como o Dinheiro Vivo salientou no trabalho que publicou sobre a falta de mulheres em cargos de liderança, não há qualquer mulher a liderar uma empresa do PSI 20. Contas feitas, as mulheres representam apenas 10% do total de 223 administradores que compõem as 18 empresas do índice de referência nacional, havendo sete empresas em que não há qualquer mulher nos conselhos de administração.

BCP, Impresa, EDP, EDP Renováveis, Pharol, Galp, Luz Saúde, CTT, Lisgrafica, Media Capital, REN, Banif e Glintt foram as 13 empresas que se comprometeram a aumentar o número de mulheres nos conselhos de administração. O acordo, inédito em Portugal, foi assinado no Ministério da Economia, em Lisboa.

No final, Teresa Morais descreveu este como “um dia assinalável para o Governo e, muito especialmente, para a área da igualdade”. A secretária de Estado da Igualdade garantiu que estes “não são meros compromissos de intenção, são compromissos de agir”, pelo que não tem dúvidas de que “a assinatura destes compromissos marca uma nova fase na promoção de igualdade no processo de decisão económica”.

Apesar dos esforços para que a mudança aconteça por vontade dos atuais administradores, Teresa Morais acredita que a União Europeia “aprovará, num futuro próximo, uma diretiva” para a imposição de quotas de géneros nas empresas.

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