Covid-19: Agências reembolsaram perto de 300 milhões de euros por viagens canceladas

Até 01 de janeiro de 2022 as agências devolveram a quase totalidade dos valores relativos aos cancelamentos por causa da pandemia.

As agências de viagens reembolsaram quase 300 milhões de euros aos clientes que foram afetados pelos cancelamentos devido à pandemia. No início de janeiro os pagamentos estavam praticamente concluídos, revelou esta quarta-feira o presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Pedro Costa Ferreira, num encontro com jornalistas.

O único reembolso que ainda não foi concretizado na totalidade diz respeito a uma agência que declarou insolvência e não procedeu a um pagamento referente a uma viagem de finalistas de estudantes.

"De todo o espectro das agências de viagem da APAVT, tivemos apenas um problema visível. Estes reembolsos estão a ser decididos na totalidade a favor dos clientes quer a nível do provedor do cliente quer dos centros de arbitragem. Contamos que estejam todos pagos no espaço máximo de dois ou três meses", assegurou o presidente.

O responsável garante que o sucesso nos reembolsos devido a voos e estadias canceladas desde 2020, por causa da covid-19, ajudaram a credibilizar estas empresas. "O setor chega a este momento muito debilitado economicamente, com muitas perdas e muito endividamento mas com a honra salva e com a idoneidade no seu mais elevado nível", apontou.

Procura para viagens no verão dispara mas oferta não acompanha
Depois de dois anos de restrições e isolamentos, a procura por viagens para o período de verão que se avizinha está pujante. As vendas engrossam diariamente e não há dificuldades em vender nenhum destino. Cá dentro o interesse é tranversal do Continente às ilhas. Fora de portas as ilhas espanholas, Cabo Verde, Tunísia, Marrocos e as Caraíbas reúnem as preferências para os meses de calor que se avizinham.

Apesar da subida dos preços, as poupanças das famílias engordaram durante os últimos dois anos e os orçamentos mais pesados têm permitido uma corrida à marcação de viagens.

"Ainda não temos o efeito da inflação no que é mais importante no orçamento das famílias que são os empréstimo à habitação, haveremos de ter quando subirem as taxas de juro. Diria que enfrentamos a possibilidade de uma recessão do consumo em 2023 e isso afetará as viagens. Mas não sendo verdade em 2022, temos ainda ao acréscimo da poupança adicional", garante Pedro Costa Ferreira.

Um dos constrangimentos que as agências enfrentam atualmente é a capacidade de resposta face ao elevado interesse dos portugueses em fazer as malas para viajar. "Do lado da oferta, não será uma recuperação tão rápida. Há que reerguer rotas, operações charter, reabrir destinos e a maior preocupação é responder à elava procura que temos com a oferta disponível", diz o porta-voz que representa as agências de viagens do país.

Pedro Costa Ferreira assegura que se os números não se alinharem, nos próximos meses, com os de 2019 é exclusivamente devido à falta de resposta da oferta. O responsável atesta que as pessoas estão prontas para vajar e que as reservas são um indicador que o comprova.

"Imaginávamos um regresso da procura muito rápido e é o que está a acontecer. Aprendemos com as bombas em Londres, com o caso do Charlie Hebdo, com [os atentados] no concerto de Paris ou nos furacões que a sensibilidade à procura é enorme. Cai a pique e cresce a pique quando o problema está detetado como ultrapassado", diz, garantindo que os turistas veem já a pandemia como um "problema de saúde ultrapassado".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de