Covid-19: Autocarros expresso com maior quebra nos transportes

Dados da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes apontam para quebras de mais de 60% em todos os meios nas últimas duas semanas.

Os autocarros expresso foram o transporte mais penalizado pela declaração do estado de emergência em Portugal. Este é o resultado dos dados recolhidos pela AMT - Autoridade da Mobilidade e dos Transportes junto das operadoras de transporte nos últimos dias, desde que as deslocações dos portugueses ficaram fortemente condicionadas.

A quebra da procura nas ligações rodoviárias de longo curso foi de cerca de 90%, segundo os números divulgados esta terça-feira pela AMT. A Rede Expressos acabou por reduzir a oferta em mais de 90% e cortou ainda mais viagens. Apesar dos prejuízos que esta situação está a causar na companhia e nos operadores parceiros, os mais de 1000 postos de trabalho estão assegurados, garantiu Martinho Santos Costa, administrador da Rede Expressos, em declarações ao Dinheiro Vivo na passada quinta-feira.

Os comboios suburbanos também estão a sentir fortes impactos da declaração do estado de emergência. A procura diminuiu mais de 70%, segundo a AMT. No caso da CP, houve menos 70% dos passageiros nas ligações dentro da Grande Lisboa e do Grande Porto; no caso da Fertagus, houve menos 85% dos utentes a atravessarem a ponta 25 de Abril de comboio nas últimas semanas.

Nos transportes rodoviários urbanos e intermunicipais, a redução de passageiros foi superior a 60%.

Nas viagens de longo curso por comboio, a AMT dá conta de uma diminuição da procura de cerca de 60%. Na semana passada, contudo, a CP deu conta de quebras de procura entre 85% (Alfa Pendular e 90% (Intercidades).

 

No caso do transporte de passageiros por táxi, nenhuma autarquia determinou qualquer restrição de circulação destes veículos, embora exista essa possibilidade no âmbito da declaração do estado de emergência.

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