Covid-19 castiga gigantes de vários setores, da aviação até à moda

Gigantes como a Hugo Boss, JCDecaux ou a companhia aérea Flybe são alguns dos exemplos.

Nos últimos dias, têm-se multiplicado as notícias de empresas que estão a sofrer ou a antecipar o impacto do vírus Covid-19 nos negócios, em vários setores de atividade. Com várias multinacionais a alertar para o impacto do vírus, o panorama atual indica que poderá ser a indústria da aviação a mais castigada.

Nesta área, a IATA, a associação da indústria, estima que o vírus possa custar 101 mil milhões de euros às companhias aéreas, a nível global. A IATA, que agrupa as 290 principais companhias aéreas mundiais, receia que, caso o vírus se prolongue, o cenário possa ficar ainda mais negro para o setor da aviação

Entretanto, algumas companhias aéreas já deram mostras de não conseguir suportar a pressão do vírus no negócio. A companhia aérea regional britânica Flybe já anunciou que irá cessar atividades e que entrará em processo de liquidação judicial. Através de comunicado, a companhia anunciou a suspensão de todos os voos e a cessação de atividades no Reino Unido, com efeito imediato. Com mais de dois mil empregados, a Flybe pediu ainda aos colaboradores e credores para entrarem em contacto com a administração.

Também na Europa, a companhia finlandesa Finnair anunciou o despedimento temporário, entre 14 a 30 dias, de parte dos seis mil empregados que tem na Finlândia. A empresa justificou a decisão com a necessidade de adequar o pessoal à quebra repentina causada pelo coronavírus. Já a low-cost norueguesa Norwegian, que já enfrentava dificuldades financeiras por causa da proibição internacional de voos com o Boeing 737 MAX, também cancelou várias ligações aéreas.

No caso da Airbus, segundo avança a agência Bloomberg, o impacto do vírus poderá afetar a produção de novos aviões do modelo A330neo. A agência refere que, tendo em conta que um dos maiores clientes da Airbus está a enfrentar uma quebra na procura, tal terá motivado um reajuste das encomendas de novos aparelhos. Assim, de acordo com alguns meios especializados, a Airbus terá indicado em comissões com o governo francês que os contratos de novos aviões podem ficar aquém das expectativas traçadas para 2020.

A aviação não é o único setor a sofrer o impacto económico do vírus. Várias marcas da área da moda já fizeram revisões sobre os resultados trimestrais. A Hugo Boss é um dos exemplos mais recentes: “apesar de um bom começo de 2020, o negócio da Ásia está a ser significativamente afetado pela propagação do vírus”, indicou Mark Langer, da gigante Hugo Boss. A empresa faz estimativas modestas para a área das vendas, entre os 0 e 2%.

Anteriormente, também a Puma ou a Adidas já antecipam o impacto nas vendas, especialmente na zona da Ásia. No caso da Adidas, a empresa indicou a meio de fevereiro que o vírus traduziu-se numa quebra de quase 85% nas vendas na China.

Na área da publicidade, a gigante francesa JCDecaux estima uma quebra de 10% nas receitas do primeiro trimestre de 2020. “Tendo em conta a magnitude do Covid-19, a margem operacional do grupo será impactada de forma negativa em 2020, apesar de todas as medidas que estão a ser implementadas para não comprometer a qualidade e a eficiência do grupo”, anunciou Jean-François Decaux, co-CEO da empresa francesa.

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de