Coworking: partilhar espaço e ideias

O espaço da Facts, no Porto
O espaço da Facts, no Porto

Há cada vez mais trabalhadores independentes em Portugal, ou mesmo micro empresas que optam por deixar de realizar o seu trabalho em casa e alugar um espaço, por uma quantia que pode ir dos 50 euros aos 1195 euros mensais num Cowork, dependendo do espaço o do que se pretende, desde uma secretária a um gabinete exclusivo.

Mas, afinal o que é o Coworking? É a partilha de um espaço, entre profissionais de diversas áreas, com o objetivo de partilhar conhecimentos, mantendo um ritmo de trabalho, que em casa poderia ser desperdiçado.

Os Cowork podem ainda fornecer apoio administrativo aos coworkers, consultoria comercial, apoio jurídico, informático e de gestão de empresas. De acordo com o espaço do cowork, pode ser arrendado um espaço, um gabinete ou mesmo uma loja, com preços reduzidos. Existem sites especializados que ajudam a encontrar o lugar certo.

Quem procura estes espaços são essencialmente profissionais independentes, como designers, consultores, advogados, engenheiros, repórteres e também as micro empresas.

Existem Coworks por todo o país, como o Fusion Work, em Aveiro, com preços a partir dos 100 euros, que incluem internet wi-fi, impressões, sala de reuniões, cozinha e lounge. Se não quer escritório mas precisa de um espaço onde ter receção de correio e telefonemas e reencaminhamento dos mesmos, também pode optar pelo serviço Edesk. Outros serviços que a Fusion oferece são Webexperts (desenham a sua imagem, tratam do site e marketingdigital), Learn (formações) e Xpress (bolsa de freelancers).

O Connect Coimbra, na cidade com o mesmo nome, também oferece um espaço para trabalhar e uma série de serviços e workshops que lhe permitem livrar-se de preocupações e enriquecer o seu dia. E ainda tem “imensos eventos sociais e atividades” à disposição dos seus coworkers. Os preços para coworkers começam nos 129 euros, mas se quiser apenas 20 horas por mês pode pagar apenas 19 euros.

Em Faro, o All Work Portimão cobre todo o Barlavento algarvio. “Se é freelancer a tempo inteiro ou empresário nas
horas livres, se tem uma empresa histórica ou é uma startup,
temos o pacote perfeito para si. Leve o seu negócio para o mundo, nós
oferecemos-lhe as ferramentas para prosperar”, anuncia o All Work na sua página web. Os serviços incluem rececionista, mesas de cowork ou individuais, gabinetes executivos privados, sala de
conferências, atendimento e reencaminhamento de chamadas, agendamento,etc. e os preços variam entre os 140 euros por uma secretária em open space e os 290 euros por gabinetes privados.

Encontramos também coworks em Leiria, Setúbal, Viana do Castelo, Viseu, Seixal e Azeitão, onde se incluem o Grupo – Cobertura Independente (na Av. Combatentes da Grande Guerra, Leiria), desde 140 euros, e o Azeitão Village Business Center, desde 95 euros/mês.

Em Lisboa, espaços semelhantes não faltam, destacando-se o The Idea Republic (na Rua Correia Garção, S. Bento), ideal para incubação de projetos universitários; e o Cowork Lisboa (no LX Factory, a partir dos 145 euros/mês ou 10 euros/dia), que organiza um brunch todas as primeiras quartas-feiras do mês, aberto a toda a gente.

No Porto, também existem vários escritórios, entre eles o The Hub Porto (Rua do Tâmega, a partir de 10 euros/dia ou 150 euros/mês), braço da cadeia internacional fundada em Londres (ver aqui). Bem perto da Casa da Música, tem ainda o Facts, com preços a partir de 10 euros/dia e 139 euros/mês.

E já estão em planeamento outros espaços de coworking que ficarão situados em Santarém, Vila Nova de Gaia, Funchal, Vila Nova de Famalicão, Braga, Barcelos e Paços de Ferreira.

Nestes espaços os profissionais das diversas áreas além de realizarem o seu trabalho tendo ao dispor todas as ferramentas necessárias para o fazer, podem contar ainda com a interação com outros profissionais e quem sabe da partilha de ideias a criação de novos negócios.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
O ministro de Estado e das Finanças, João Leão, acompanhado pelo ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos (Foto: Mário Cruz/Lusa)

Recuperar poder de decisão na TAP obriga Estado a pagar mais

Humberto Pedrosa é o acionista do consórcio Gateway.

TAP: Humberto Pedrosa realça a não nacionalização da empresa

Fotografia: Regis Duvignau/Reuters

TAP: Sindicato do Pessoal de Voo espera que acordo proteja postos de trabalho

Coworking: partilhar espaço e ideias