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CP: Adiamento de manutenção de comboios regionais vale demissão

(Leonardo Negrão / Global Imagens)
(Leonardo Negrão / Global Imagens)

Diretor de material circulante da empresa manifestou-se contra prolongamento do ciclo de manutenção destes comboios por mais 300 mil quilómetros.

O adiamento da manutenção dos comboios regionais elétricos na CP valeu a demissão do diretor de material circulante da empresa. José Pontes Correia foi exonerado no passado dia 6 de dezembro porque se manifestou contra o prolongamento dos ciclos de manutenção, em 300 mil quilómetros, das UTE 2240 (unidades triplas elétricas).

Segundo o jornal Público desta segunda-feira, Pontes Correia chamou a atenção para os riscos desta medida, que terá sido tomada com base numa vistoria breve ao estado dos rodados das automotoras mas com critérios poucos exigentes. Não foram usados meios de ultrassom na observação neste componentes, não houve recurso a líquidos penetrantes para detetar fissuras e nem sequer a francesa Alstom – que participou na renovação deste material, entre 2003 e 2005 – deu um parecer.

Segundo os manuais, os rodados destas automotoras devem ser sofrer uma reparação profunda ao fim de 1,7 milhões de quilómetros, com uma tolerância de 10%. Ao mesmo jornal, a CP diz que a “a alteração introduzida no ciclo de manutenção da série de automotoras elétricas UTE 2240 foi, evidentemente, alvo de estudo e avaliação prévia, tenso sido também cumpridos todos os requisitos regulamentares determinados para as alterações de natureza técnica ou operacional no sistema ferroviária”.

O IMT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes alega que não tem de autorizar ou aprovar os planos de manutenção e respetivas alterações.

Com o adiamento da manutenção das UTE 2240, além de evitar a supressão de comboios, a empresa também dá mais tempo para que a EMEF possa reforçar e formar os novos operários que vão entrar na empresa nos próximos meses, conforme o Dinheiro Vivo escreveu no início de novembro.

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