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CP: Cortes na Linha do Oeste duram até novembro

UDD 450, comboio a diesel utilizado nas linhas do Alentejo, Algarve e Oeste. DR
UDD 450, comboio a diesel utilizado nas linhas do Alentejo, Algarve e Oeste. DR

Haverá 24 ligações por dia nesta linha. CP diz que está a adequar a oferta "aos recursos disponíveis, ao nível do material circulante diesel".

Na linha do Oeste vão circular, a partir de 5 de agosto, 24 comboios por dia, com novas ligações, divulgou hoje a CP, assegurando que as alterações são temporárias e só vigoram até novembro.

A alteração de horários que a CP vai implementar, a partir do dia 5 de agosto, vai resultar “numa redução de cerca de quatro comboios”, mas também, segundo a empresa, “numa nova lógica de ligações”.

Questionada pela Lusa, a CP anunciou hoje que, a partir dessa data, vão existir, na Linha do Oeste, 24 ligações diárias.

Concretamente, seis ligações, sendo três por sentido, entre Coimbra B e Amieira e igual número entre Amieira e Caldas da Rainha; quatro ligações, sendo duas por sentido, entre Caldas da Rainha e Lisboa-Santa Apolónia e, finalmente, oito ligações, sendo quatro por sentido, entre Caldas da Rainha – Torres Vedras — Meleças, com ligações asseguradas a Lisboa pelos serviços urbanos.

As alterações visam, de acordo com os esclarecimentos enviados à Lusa, “um redimensionamento da oferta para adequação aos recursos disponíveis, ao nível do material circulante diesel no parque de material da CP”.

Ainda segunda a empresa, trata-se de “alterações temporárias”, estimando a CP “reunir condições para poder retomar a oferta atualmente em vigor no próximo mês de novembro”.

Num comunicado divulgado hoje, a Comissão Para a Defesa da Linha do Oeste defendeu que os novos horários, em que deixam de ser feitos comboios inter-regionais, “devem ser corrigidos, para continuarem a servir os utentes” daquele troço ferroviário ao invés de serem um “elemento dissuasor da sua utilização”.

No comunicado enviado à Lusa, a Comissão reconhece, face às declarações do ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, que o Governo “assumiu o compromisso de solucionar os problemas”, mas sugere que, a par com o aluguer de material circulante a Espanha a EMEF – Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário, S.A. deve ser “dotada dos meios humanos” e financeiros para “a reparação do material circulante que poderia ser utilizado pela CP e que evitaria os atuais constrangimentos”.

A Comissão sugere ainda que no período que medeia até à entrada em funcionamento das composições alugadas a Espanha e das reparadas nas oficinas da CP, “sejam utilizadas as locomotivas 1400, com uma ou duas carruagens, para assegurar, pelo menos as ligações inter-regionais”.

No entender do movimento cívico que nos últimos anos tem reivindicado a modernização da Linha do Oeste a CP deve ser autorizada pelo Governo, a proceder “de imediato” à abertura do concurso de aquisição de novo material circulante, “para suprir presentes e futuras insuficiências na Linha do Oeste e noutras linhas não eletrificadas”, conclui o comunicado.

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