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CP paga mais 1,4 milhões para alugar comboios

Imagem dos comboios da série 592 alugados à Rende pela CP que circulam na Linha do Douro. 
(João Carvalho/ Global Imagens)
Imagem dos comboios da série 592 alugados à Rende pela CP que circulam na Linha do Douro. (João Carvalho/ Global Imagens)

Unidades a diesel só começam a chegar às linhas nacionais a partir do início de 2019. Empresa portuguesa vai reforçar parceria com espanhóis da Renfe.

A CP vai gastar mais 1,4 milhões de euros para alugar comboios a Espanha. Este é o montante pago pela empresa para ter mais quatro automotoras a diesel a circular nas linhas nacionais enquanto não forem comprados novos comboios.

O acordo ibérico, assinado segunda-feira em Madrid, não fica por aqui: dia 3 de outubro, as duas empresas voltam a encontrar-se “para firmar outras intenções de parceria”, a menos de quatro meses da liberalização do mercado ferroviário de transporte de passageiros, a 1 de janeiro do próximo ano. O presidente da CP é ouvido esta terça-feira no Parlamento, na comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas.

O primeiro comboio diesel chegará às linhas portuguesas a partir do início do próximo ano; as restantes três unidades começarão a circular ao longo de 2019, refere o acordo assinado na segunda-feira pelo presidente da CP, Carlos Gomes Nogueira, e pelo homólogo da Renfe, Isaías Táboas, na presença do secretário de Estado português das Infraestruturas, Guilherme W. d’ Oliveira Martins e do seu homólogo espanhol, Pedro Saura.

Não se sabe, para já, que veículos serão cedidos pela Renfe: comboios da série 592, atualmente em circulação na Linha do Douro, ou outros veículos que a Renfe tem e que circulam no serviço regional. Atualmente, a CP gasta sete milhões de euros por ano no aluguer de comboios a Espanha – 350 mil euros por cada automotora a diesel. A partir do próximo ano, a empresa portuguesa terá de pagar 8,4 milhões de euros à congénere espanhola. Um terço da infraestrutura ferroviária portuguesa ainda não está eletrificada.

Os quatro “novos” comboios da Renfe para Portugal deverão circular nas linhas do Algarve e do Oeste, onde atualmente são utilizados comboios comprados em 1965, os UDD 450.

Até final do ano, mais de um terço deste material deverá ficar encostado nas oficinas da EMEF: a taxa de imobilização destes comboios será de 36,8%, prevê a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento dos Sistemas Integrados de Transportes, de acordo com os dados publicados pelo Dinheiro Vivo no domingo.

A parceria entre CP e Renfe também prevê o aluguer do primeiro comboio elétrico no próximo ano. “Há uma intenção firme quer da CP quer da Renfe para termos a primeira unidade elétrica também em 2019”, referiu à Lusa o secretário de Estado das infraestruturas.

O material emprestado pela Renfe à CP será testado no último trimestre do ano por questões de certificação. Antes de começarem a circular, os comboios terão de estar equipados com o sistema de controlo de velocidade Convel.

Portugal apenas pode alugar comboios a Espanha, porque só estes países têm bitola (distância entre carris) ibérica. A cedência de material de Espanha irá ocorrer até que cheguem novos comboios (2022 ou 2023). Até final do ano, o Governo deverá lançar o concurso público para aquisição de novo material circulante, pela primeira vez em quase duas décadas

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