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CP repõe comboios na Linha de Cascais no domingo

Linha de Cascais foi a primeira a ser eletrificada em Portugal, na década de 1920.  (Orlando Almeida / Global Imagens)
Linha de Cascais foi a primeira a ser eletrificada em Portugal, na década de 1920. (Orlando Almeida / Global Imagens)

Efeitos serão sentidos na segunda-feira: na hora de ponta, comboios entre Cais do Sodré e Cascais voltam a partir de 12 em 12 minutos.

A CP vai repor os horários na Linha de Cascais no domingo. A partir de 9 de setembro, a empresa vai voltar a ter o mesmo número de ligações que tinha antes dos cortes em período de verão, que entraram em vigor dia 5 de agosto.

“A CP – Comboios de Portugal informa que a alteração de horários na linha de Cascais no próximo dia 9 de setembro, vai repor a oferta anterior, tanto no que se refere aos horários de circulação de comboios, como na capacidade de composições e lugares disponíveis”, refere a empresa em nota enviada à imprensa esta quarta-feira. Os novos horários já podem ser pesquisados através da página da transportadora.

Os efeitos desta reposição serão mais sentidos a partir de segunda-feira: na hora de ponta, entre Cais do Sodré e Cascais, os comboios passarão a partir de 12 em 12 minutos, em vez de ser de 15 em 15 minutos. Esta situação também afeta o troço entre Cais do Sodré e Oeiras. Ao todo, serão mais dois comboios por hora no período de maior afluência.

A reposição de horários na linha de Cascais já tinha sido anunciada no final de julho pelo ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques.

Leia aqui: Um terço dos comboios a diesel está em risco de parar

A Linha de Cascais representa atualmente 20% do tráfego de passageiros da CP. Só que os comboios que lá circulam mais de 50 e 60 anos, que funcionam com corrente elétrica diferente face às restantes linhas portuguesas: 1500 volts em corrente contínua em vez de 25.000 volts em corrente alternada. Isto quer dizer que esta linha só pode funcionar com aquele tipo de comboios e não com o material utilizado nos restantes serviços da CP.

Até ao final do ano, a taxa de imobilização deverá atingir os 22,58% até final do ano, segundo as previsões da Adfersit – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento dos Sistemas Integrados de Transportes.

Só que não está previsto qualquer compra de material novo para a Linha de Cascais. “Não temos nada de concreto para [a aquisição de comboios] para a Linha de Cascais. Estará no plano nacional de investimentos [do Governo] para 2030”, adiantou na terça-feira o líder da CP, Carlos Gomes Nogueira, em resposta à pergunta lançada pelo deputado Bruno Dias, do PCP, na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas.

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