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CP tem três propostas finais para compra de comboios regionais

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos (E), acompanhado pelo ministro presidente da CP, Nuno Freitas (D), na assinatura do contrato de serviço público entre o Estado e a CP, na Estação do Rossio, em Lisboa, 28 de novembro de 2019. (Foto: JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA)
O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos (E), acompanhado pelo ministro presidente da CP, Nuno Freitas (D), na assinatura do contrato de serviço público entre o Estado e a CP, na Estação do Rossio, em Lisboa, 28 de novembro de 2019. (Foto: JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA)

Espanhóis da CAF e Talgo e suíços da Stadler entregaram propostas finais na quarta-feira. Vencedor do concurso vai ser anunciado nas próximas semanas.

Três candidatos chegaram à última etapa do concurso da CP para comprar 22 novos comboios regionais. Os espanhóis da CAF e Talgo e os suíços da Stadler entregaram as propostas finais na quarta-feira, depois de vários meses de negociações, confirmou o Dinheiro Vivo junto da transportadora pública.

Dentro de algumas semanas e depois da avaliação dos documentos pelo júri, será conhecido o vencedor do primeiro concurso para aquisição de novos comboios em 2020. Apenas será selecionada uma proposta.

A CP pretende reforçar a frota com 22 automotoras para o serviço regional em todo o país. A maioria (12) das automotoras terá de ser híbrida para também poder circular nas linhas não eletrificadas; as restantes (10) serão exclusivamente elétricas. As três fabricantes concorrentes têm material que corresponde à proposta da transportadora pública.

A CAF tem capacidade para produzir os comboios Civity, com velocidade máxima de 160 km/h. A Talgo tem no catálogo o modelo EMU, o único comboio deste segmento que tem o piso rebaixado em todo o seu comprimento, facilitando a entrada e saída de passageiros e, por isso, reduzindo o tempo de espera nas estações. A Stadler conta com modelos como o Flirt160 e o Wink.

Os modelos da CAF e da Stadler circulam um pouco por toda a Europa, enquanto o material da Talgo ainda não é utilizado por qualquer transportadora.

O preço base deste concurso público é de 168,21 milhões de euros. As despesas com a compra de comboios serão repartidas por oito anos, começando em 2019. O montante mais elevado está previsto para 2025, atingindo os 36,3 milhões de euros.

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O contrato para o fornecimento das 22 automotoras será ganho pela proposta que apresentar “a melhor relação qualidade-preço”. Também serão valorizadas as candidaturas que incorporarem “soluções que permitam fase de montagem e colocação em serviço em Portugal, com incorporação de recursos nacional”.

Os novos comboios deverão chegar a partir de 2023. Até lá, ficará concluída a renovação de 70 unidades da CP encostadas nas oficinas há vários anos e serão devolvidas as 24 automotoras a gasóleo alugadas à Renfe desde 2011 e que, este ano, vão custar perto de 8,3 milhões de euros à transportadora liderada por Nuno Freitas.

O concurso para a compra de novo material circulante foi iniciado no princípio deste ano. Inicialmente na lista de interessados, os franceses da Alstom não passaram da fase de pré-qualificação. Os alemães da Siemens acabaram por desistir do concurso sem formalizar qualquer proposta

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