CP usa reservas para pôr comboios elétricos no Minho

Intercidades chega a Valença a partir de 25 de abril. Problemas na homologação atrasam chegada de carruagens compradas a Espanha.

25 de abril marcará a revolução da linha do Minho. É neste dia que vão começar a circular os comboios elétricos no serviço interregional e regional e que o Intercidades passará a chegar a Valença. Estas mudanças apenas são possíveis porque a CP vai usar material de reserva nesta linha.

Os comboios regionais passarão a ser feitos com as automotoras triplas elétricas (UTE) da série 2240. Estas unidades são habitualmente utilizadas na linha da Beira Alta e da Beira Baixa, por exemplo.

Para o serviço interregional, a CP contava colocar algumas das 50 carruagens compradas a Espanha em meados do ano passado. No entanto, há atrasos na homologação da série ARCO: desde novembro que este processo é feito através de um balcão único europeu - ao abrigo das regras comunitárias - em vez de estar sob alçada autoridades nacionais. Esta alteração implica que a empresa envie mais documentos para obter autorização.

A transportadora vai utilizar algumas carruagens de reserva do Intercidades para o arranque do interregional elétrico no Minho. As unidades Corail serão rebocadas por locomotivas 2600, que estiveram paradas até 2019 e que estão a ser recuperadas desde o ano passado nas oficinas da CP de Contumil. As carruagens ARCO serão postas a circular assim que estiverem homologadas.

Apenas o serviço Celta será feito com material diesel, por causa da diferença na tensão elétrica. Entre Porto e Valença, há 25 mil volts em corrente alternada; da fronteira espanhola para Vigo, são 3000 volts em corrente contínua, para já.

(Pouco) tempo ganho

Os comboios elétricos chegarão a Valença com mais de dois anos de atraso. Ao abrigo do plano de investimentos Ferrovia 2020, a eletrificação do troço Viana-Valença deveria ter ficado concluída no primeiro trimestre de 2019.

No entanto, a mudança de estações vai continuar a ser gerida por telefone por mais um ano: a sinalização moderna só deverá chegar ao terreno em março de 2022. Também não houve alterações no troço, à exceção da supressão de passagens de nível.

Os ganhos de tempo de viagem, por causa disto, ficam reduzidos à troca do material diesel pelo elétrico, que garante melhores acelerações.

O interregional Porto-Valença passará a demorar menos de duas horas e o ganho máximo de viagem será de 14 minutos. No serviço regional, entre Viana e Valença, a redução de tempo é inferior a 10 minutos.

Mesmo incompleta, a obra será inaugurada em 26 de abril, contanto com a presença do primeiro-ministro, António Costa, com o ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos.

Intercidades em Valença

O comboio Intercidades entre Lisboa e Viana do Castelo será prolongado até Valença. Também haverá paragens em Âncora-Praia, Caminha e Vila Nova de Cerveira. Esta viagem irá demorar mais de cinco horas.

Interregional Coimbra-Valença

A CP vai criar um novo comboio interregional entre Coimbra-B e Valença, que terá uma duração próxima das quatro horas. Na linha do Minho, este comboio vai parar em Afife e Moledo; Darque sai da lista de paragens.

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