Prémio

Crasto e Bomfim entre as 50 melhores propriedades vinícolas do mundo

As piscina da Quinta do Crasto, desenhada por Souto Moura e premiada com o Pritzker 2011, deslumbrou o júri.
Fotografia: Rui Manuel Ferreira / Global Imagens
As piscina da Quinta do Crasto, desenhada por Souto Moura e premiada com o Pritzker 2011, deslumbrou o júri. Fotografia: Rui Manuel Ferreira / Global Imagens

O Top 50 World's Best Vineyards tem duas quintas durienses: o Crasto, dos Roquette e o Bomfim dos Symington.

A Quinta do Crasto, em Sabrosa, e a Quinta do Bomfim, no Pinhão, são as únicas duas propriedades portuguesas com entrada direta no Top 50 do The World’s Best Vineyards, um prémio patrocinado pelo Internation Wine Challenge e que distingue “não apenas as melhores vinhas do mundo, mas uma lista dos 50 lugares mais incríveis para degustar vinhos e aprender sobre o seu processo de produção”. Esta é a primeira edição do galardão, cujo júri selecionou a Quinta do Crasto como a quarta melhor do mundo, salientando a sua “piscina infinita”, distinguida com o Pritzker 2011, e a sua “majestosa localização” no Vale do Douro. No 37º lugar da tabela está a Quinta do Bomfim, com o júri a destacar a “vista estonteante” da propriedade e a enaltecer o legado da história da família Symington, presente no Douro há cinco gerações.

Ao júri, composto por enófilos, sommeliers, comerciantes de vinhos e especialistas em enoturismo, foi pedido que se pronunciassem sobre “toda a experiência” proporcionada por cada uma das propriedades, com destaque para o restaurante, o ambiente, as equipas, o preço, a reputação ou a acessibilidade. Enfim, “tudo o que faz com que visitar uma vinha seja uma experiência valiosa e gratificante”. O grande vencedor foi a adega Zuccardi, na Argentina, seguida da Bodega Garzón, no Uruguai, e a espanhola R. López de Heredia Viña Tondonia.

A Quinta do Crasto surge na quarta posição, graças à “ampla gama de atividades” que oferece, desde as visitas guiadas à adega, as degustações de vinho do Porto, os almoços ou jantares “requintados” na “deslumbrante” sala de jantar, aos passeio de barco no Douro. Mas é a piscina, desenhada por Eduardo Souto Moura e que venceu o maior prémio de arquitetura mundial em 2011, que mais destaque merece, sendo classificada como “infinita” e “esplêndida”. “O que é especialmente maravilhoso é que o seu ângulo agudo no lado do rio nos dá a ilusão de estar magicamente suspensa sobre um precipício – perfeito para a sua fotografia no Instagram, com o vale majestoso a brilhar à luz do sol atrás de si”.

“Este é um reconhecimento fantástico para a Quinta do Crasto e toda a equipa, mas, acima de tudo, muito merecido para o Douro, única região portuguesa representada”, diz o administrador da empresa, Tomás Roquette.

Quanto à Quinta do Bomfim, espaço de enoturismo inaugurado pela família Symington em 2015, o júri destaca o facto de ser o berço de dois dos mais famosos vinhos do Porto do século XXI, o Dow’s Vintage 2007, o único ‘Porto’ neste século avaliado com 100 pontos pela Wine Spectator, e o Vintage 2011 (Nº1 do TOP 100), que foi considerado o “Vinho do Ano” pela mesma revista.

“A visita guiada é imperdível. Tem início num museu que conta a história da propriedade, da família Symington e dos seus vinhos. A seguir, escolha entre os três passeios na vinha que permitem ter vistas únicas sobre a envolvente e os socalcos, muitos deles construídos à mão nos séculos XVIII e XIX. A visita inclui ainda o magnífico lodge. Construído em 1896, o espaço, com o seu complexo telhado de madeira, guarda tonéis centenários de vinho do Porto, que depois são transportados para Vila Nova de Gaia para envelhecerem”, refere, ainda, o júri.

Já em 2017 a Quinta do Bomfim havia sido premiada internacionalmente, como vencedor global de Serviços de Enoturismo, dos prémios Best of Wine Tourism, atribuídos pela Great Wine Capitals Global Network. “É com enorme satisfação que vemos que o trabalho que temos desenvolvido na Quinta do Bomfim, desde 2015, é, uma vez mais, reconhecido. Queremos, acima de tudo, promover a região do Douro que é única, quer pela sua paisagem sublime quer pelos vinhos de qualidade superior que proporciona”, refere o chairman do grupo, Johnny Symington, em comunicado.

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