Crise no negócio de motores para aviões obriga Rolls-Royce a desinvestir

A Rolls-Royce Holdings anunciou ter identificado 2.220 milhões de euros em potenciais desinvestimentos nos próximos 18 meses.

O fabricante de motores para aviões, muito afetado pela enorme quebra da procura no seu negócio de aviação civil, devido à pandemia de covid-19, disse estar a estudar diversas opções para reforçar o balanço, que podem incluir uma combinação de dívida, capital e obtenção de fundos por via de desinvestimentos.

Segundo a EfeDowJones, a Rolls-Royce prevê que o seu 'cash flow' (fluxo de caixa) atinja este ano os 4.000 milhões de libras (4.440 milhões de euros) e que a dívida líquida aumente consideravelmente no final de 2020 face aos 1.700 milhões de libras (1.887 milhões de euros) reportados em 30 de junho.

A empresa anunciou ter lançado uma série de iniciativas para voltar a ter um 'cash flow' positivo a partir da segunda metade do próximo ano e um fluxo de caixa sustentável a partir de 2022.

No entanto, admitiu que as previsões quanto à retoma do negócio da aviação comercial para níveis pré-pandemia e a disponibilidade de fundos suficientes são "incertezas materiais que poderão colocar grandes dúvidas quanto à capacidade de o grupo continuar a operar".

Segundo adiantou a Rolls-Royce, o seu crédito renovável de 1.900 milhões de libras (2.109 milhões de euros) vence em outubro de 2021 e, segundo o cenário base traçado, a empresa necessita de um valor equivalente de fundos para ter liquidez suficiente para prosseguir a atividade.

Neste contexto, a empresa diz ter identificado um conjunto de possíveis desinvestimentos, como o fabricante espanhol de motores e turbinas ITP Aero, entre outros ativos.

No âmbito dos seus planos de reestruturação, a Rolls-Royce refere a saída do grupo de mais de 4.000 trabalhadores das suas operações aeroespaciais civis e antecipou que mais 5.000 sejam abrangidos no final do ano.

Paralelamente, anunciou que o seu diretor financeiro, Stephen Daintith, deixará o grupo para ocupar um cargo equivalente fora da empresa.

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