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Cristina Ferreira regressa à TVI

Cristina Ferreira
(Nuno Pinto Fernandes / Global Imagens)
Cristina Ferreira (Nuno Pinto Fernandes / Global Imagens)

Apresentadora regressa à estação de Queluz cerca de dois anos depois de ter ingressado na SIC.

Cristina Ferreira está de regresso à Media Capital, como diretora de entretenimento e ficção, e vai comprar uma participação no grupo dono da TVI. A profissional entra em funções em setembro. E a SIC já reagiu: a apresentadora tem contrato até setembro de 2022 e a estação reserva “todos os direitos” face a esta rescisão unilateral.

“Trata-se de um regresso à casa mãe, com funções distintas e um projeto ambicioso ao qual era impossível dizer que não. É uma escolha conduzida pelo afeto com a firme vontade de contribuir para recolocar a TVI no coração de todos os portugueses”, diz a apresentadora em comunicado.

“Neste momento de saída, não posso deixar de agradecer à SIC, à sua administração, a oportunidade que me foi concedida e a possibilidade de trabalhar com profissionais de exceção. O meu muito obrigada a todos. A SIC é uma estação de televisão de referência, onde fui muito bem acolhida e para a qual formulo votos de maior sucesso profissional para o futuro”, disse ainda.

“Este regresso à sua casa de sempre enche-nos de satisfação. Cristina Ferreira é querida dos portugueses e esta contratação reforça a estratégia do grupo Media Capital de estar mais próximo das suas audiências, enriquecendo as áreas de Entretenimento e de Ficção do Canal”, afirmou Manuel Alves Monteiro, administrador delegado do grupo Media Capital.

“Sabemos que a Cristina Ferreira manifestou já junto da Prisa a intenção de adquirir uma participação no capital social da empresa; a concretizar-se, esse facto reforçará a ligação de Cristina ao Grupo e dará um significado ainda mais profundo a este regresso à TVI”, acrescentou o desde quinta-feira CEO do grupo dono da TVI.

A apresentadora regressa à estação de Queluz também como futura acionista já que, manifestou a sua intenção de comprar uma participação na Media Capital, embora sem adiantar o valor da possível participação. O grupo de media, dono da TVI, da produtora Plural, das rádios Comercial e M80, entre outros ativos, é detido a cerca de 64% pela Prisa, com Mário Ferreira a deter 30% o restante capital nas mãos do banco galego Abanca.

Mudanças na liderança da MC e TVI

O anúncio do regresso surge na mesma semana em que na Media Capital se tem assistido a mudanças na estrutura de liderança de topo. O CEO Luís Cabral renunciou ao cargo, tendo sido substituído por Manuel Alves Monteiro – desde abril administrador não executivo e considerado próximo do acionista Mário Ferreira, pois é vogal da Mystic River, empresa controlada pelo empresário – e a subida de Nuno Santos, até aqui diretor de programas da TVI, à direção-geral da estação. Seis dias depois de Sérgio Figueiredo ter saído da direção de informação.

Mudanças que o Correio da Manhã (diário da Cofina que veio esta sexta-feira confirmar que continua interessado na compra da dona da TVI) aponta à Purvis de Mário Ferreira, que detém 30% da Media Capital. E questionou a ERC sobre o tema, o que motivou um desmentido da Media Capital e pedido de direito de resposta.

Mas a ERC admite estar a analisar o caso. Esta sexta-feira emitiu um comunicado. “Tendo tomado conhecimento de mudanças relevantes na estrutura da TVI”, o regulador “está a avaliar o âmbito das mesmas e eventual configuração de nova posição”. “Em análise está a eventual alteração não autorizada de domínio, que envolve responsabilidade contraordenacional e pode dar origem à suspensão de licença ou responsabilidade criminal, tendo em conta o artigo 72.º da Lei da Televisão e dos Serviços Audiovisuais a Pedido”, avisa a ERC.

(notícia atualizada às 20h14 com posição da SIC)

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