Cruzeiros à volta do mundo esgotados mesmo sem viagem garantida

Vários operadores internacionais apostam em viagens de quatro meses a partir do final deste ano apesar de a vacinação ser bastante desigual a nível mundial.

As empresas de cruzeiros querem soltar as amarras depois de um ano de pandemia. Nos últimos meses, foram lançadas várias viagens à volta do mundo e a procura tem superado todas as expectativas: esgotado é a palavra que mais se encontra nestas experiências de luxo. Mas a tantos meses de distância ainda não é possível garantir que estas viagens sejam mesmo realizadas.

Exemplo disso é a Viking Ocean Cruises: em julho, abriram as reservas para um cruzeiro de 136 dias, com partida na época de Natal de 2021. Os lugares ficaram esgotados ao fim de várias semanas. Em dezembro, esta empresa voltou a vender lugares para o segundo cruzeiro no mesmo período e os 930 lugares também ficaram rapidamente preenchidos, refere esta segunda-feira a Bloomberg.

A empresa começou a pôr as viagens à venda apesar da proibição de entrada de viajantes internacionais na maioria dos 20 países que pretende visitar. Cada casal paga cerca de 50 mil dólares (41,4 mil euros) por viagem.

A concorrente Seabourn também abriu reservas para viagens de cinco meses em 2022 e 2023. Apesar de cada casal pagar meio milhão de dólares para viajar, a empresa teve de criar listas de espera, perante a elevada.

Também esgotado está o cruzeiro de seis meses à volta do mundo da Oceania Cruises. Com partida marcada para 2023, esta viagem vai passar pelos cinco continentes, incluindo a Antártida.

Os vales também ajudam a explicar a forte procura pelos cruzeiros. Abril de 2022 é o prazo de validade dos vouchers atribuídos aos passageiros que não puderam viajar a partir de março de 2020. As empresas de cruzeiros, para não perdem esta receita, estão a incluir serviços adicionais nestes vouchers, tentando convencer os passageiros a não desistir das viagens.

As empresas também garantem um ambiente seguro a nível sanitário para os seus clientes. Além de testes de laboratório, as companhias estão a instalar novos sistemas de purificação de ar nos seus navios.

A demora na vacinação a nível mundial, contudo, é o principal obstáculo à realização destas viagens. Em 2021, boa parte dos países desenvolvida conseguirá garantir imunidade à sua população. Mas muitos países de baixos recursos não terão qualquer acesso a estas vacinas pelo menos até 2022. Dessa forma, poderão ter de manter as restrições aos turistas internacionais e impedir que os cruzeiros sigam as rotas planeadas.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de