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CTT com lucros de 22,9 milhões até setembro

João Bento é o presidente dos CTT. Foto: Diana Quintela/Global Imagens
João Bento é o presidente dos CTT. Foto: Diana Quintela/Global Imagens

O operador postal registou receitas de 539,6 milhões de euros, uma subida de 2,8% com o contributo do Banco CTT e dos serviços financeiros.

Os CTT fecharam setembro com lucros de 22,9 milhões de euros, uma subida de 99,7% em relação aos primeiros nove meses do ano passado. O operador postal registou receitas de 539,6 milhões de euros, uma subida de 2,8% com o contributo do Banco CTT e dos serviços financeiros.

“Os resultados agora revelados mostram que as apostas estratégicas da empresa estão a dar frutos, levando ao crescimento dos principais indicadores económico-financeiros. O Banco CTT mantém a sua trajetória de crescimento, impulsionado pela 321 Crédito e o Expresso & Encomendas registou também um forte impulso em Portugal”, comenta João Bento, CEO dos CTT, em comunicado de imprensa.

“O Plano de Modernização e Investimento segue o seu curso, permitindo dotar os CTT dos recursos necessários para a modernização da rede postal e logística e implementação de novas máquinas, reforçando a qualidade do serviço e melhorando as condições de trabalho. Os CTT vão continuar a manter a proximidade às populações, uma das nossas maiores vantagens competitivas, através da capilaridade da rede de retalho e também da rede de distribuição, continuando a promover a eficiência e a inovação”, disse ainda.

A subida nos lucros – que no terceiro trimestre se fixam nos 13,9 milhões (uma subida de 245,1% face aos 4 milhões obtidos em período homólogo do ano passado) – reflete a melhoria operacional, mas também o contributo da integração da 321 Crédito (4,3 milhões de euros), o efeito extraordinário do reembolso do IRC da dedução da menos-valia fiscal apurada aquando da venda da Tourline pela CTT Expresso no exercício de 2016 (no valor de 6,8 milhões) e o menor impacto dos itens específicos (-4,5 milhões), “que mais que compensaram o aumento das imparidades e provisões”, no valor de 3,5 milhões negativos.

Tráfego postal em queda

A área de correio caiu 2,8% as receitas, para 362 milhões até setembro, com o terceiro trimestre a registar um ligeiro aumento (+0,8%), impactado positivamente pelo efeito eleições (+5,3 milhões de euros).

O tráfego de correio endereçado caiu 9,5% nos primeiros nove meses de 2019, o que representou uma melhoria face à redução de 10,3% do primeiro semestre de 2019. A queda deveu-se à descida (10,1%) do correio nacional, com menos 34,7 milhões de objetos, sobretudo dos sectores da banca, seguros, telcos e Estado, mas também do correio azul (-16,9%).

“Já no Expresso & Encomendas o tráfego em Portugal aumentou 13,9% no terceiro trimestre de 2019 face ao período homólogo do ano anterior, para 5,6 milhões de objetos, devido à angariação de novos clientes empresariais, crescimento no segmento empresarial e particular, boa performance do e-commerce e crescimento do negócio internacional”, destaca a empresa em nota enviada às redações.

“Em Espanha, no terceiro trimestre de 2019 tomou posse uma nova equipa de gestão na Tourline, com profundos conhecimentos do mercado e do sector e com experiência em processos de turnaround. Foi delineado um plano estratégico focado no crescimento orgânico junto das empresas que atuam no segmento B2C e visando atingir o breakeven operacional (EBITDA) durante o ano de 2021. A implementação deste plano implica um investimento de 12 milhões de euros”, refere ainda a empresa.

Banco CTT receitas sobem

O Banco CTT fechou setembro com receitas de 42,9 milhões, uma subida de 73,1% face ao mesmo período do ano passado. Uma subida para a qual contribui os 12,4 milhões da 321 Crédito, comprada em maio deste ano. Excluindo esse efeito os rendimentos do banco teriam ascendido aos 30,4 milhões, uma subida de 22,9%.

A integração da 321 Crédito permitiu ao banco incorporar uma carteira de crédito de 443,9 milhões.

Até setembro, o banco registava 438 mil contas abertas (+121 mil do que há um ano), viu crescer 47% os depósitos dos clientes, para 1.160,4 milhões, bem como a carteira de crédito à habitação liquida de imparidades para 358,6 milhões (+94,8%).

Plano de transformação

A companhia registou 466,3 milhões de euros de gastos operacionais, uma subida de 1,4%.

As iniciativas do plano de transformação da companhia geraram poupanças de 6,1 milhões, que compensaram as atualizações salariais ocorridas no terceiro trimestre (+1,4 milhões), o aumento da contratação a termo (+2,2 milhões), o aumento dos efetivos do Banco CTT e da Tourline (+1,2 milhões), entre outros custos.

O “sucesso” do plano operacional até setembro e as “recentes medidas adicionais implementadas” levaram os CTT a atualizar os objetivos de poupança, estimando-se para este ano que as poupanças nos gastos operacionais atinjam os 16 milhões, em vez dos 15 milhões inicialmente previstos. E que para 2020 esse montante suba para 18 milhões.

A companhia tinha até setembro 12,679 mil trabalhadores, mais 89 do que há um ano. A área de operações e distribuição tem 5,988 mil trabalhadores, dos quais 4,385 carteiros e 2,558 mil da rede de retalho. “Os números já incorporam 102 saídas este ano, às quais se somam 429 saídas, das quais 161 em 2017 e 268 o ano passado no âmbito do plano de reestruturação.

Investimento em equipamento postal

Até setembro a empresa investiu 18,5 milhões, uma subida de 57,5% face ao ano passado, mais 6,7 milhões. Um crescimento a que se deveu à aquisição de equipamentos de tratamento postal nesse montante no contexto no plano de modernização da companhia.

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