Coronavírus

CTT cria comité de gestão de crise e promove teletrabalho “sempre que possível”

(Amin Chaar / Global Imagens)
(Amin Chaar / Global Imagens) Fotografia: D.R.

Políticas de redução de contacto e rotatividade de trabalhadores a cada 14 dias vão começar igualmente a ser implementadas pelos CTT.

Os CTT criaram um comité de gestão de crise para acompanhar o surto do Covid-19 e estão a promover o teletrabalho em todos os serviços “sempre que possível”, adianta fonte oficial dos Correios ao Dinheiro Vivo.

“Os CTT criaram um Comité de Gestão de Crise, para assegurar o Plano de Continuidade e Contingência CTT, garantindo a informação e apoios adequados a todos e salvaguardando as medidas mitigantes dos principais riscos”, adianta fonte oficial do operador postal quando questionada sobre o plano de contingência da empresa face ao surto do coronavírus n país. Há já 112 casos confirmados de infeção em Portugal, de acordo com o último boletim da Direção-Geral de Saúde (DGS).

O plano de contingência passa por diversas medidas, entre as quais, a promoção de trabalho à distância, à semelhança de outras empresas como a EDP, Altice, McDonald’s, Sonae, Nestlé ou Esporão.

“Com vista à preservação da segurança e bem-estar dos nossos colaboradores, a empresa decidiu promover a implementação do trabalho à distância em todos os serviços, sempre que possível tendo em conta condições de infraestrutura e especificidades das funções, designadamente, nos serviços de apoio, de modo a contribuir para a mitigação do risco ou mesmo a interrupção da cadeia de contágio”, diz o operador postal, sem adiantar o número de pessoas abrangidas por este tipo de solução.

Para quem tem de estar fisicamente na empresa para assegurar o serviço, “estão a ser aplicadas medidas de redução de contacto para os colaboradores cuja presença física na empresa é imprescindível, respeitando uma lógica de rotação mínima de referência de 14 dias de calendário para os serviços que tiverem de permanecer nas instalações da Empresa, com o objetivo de início até 16 de março de 2020.”

“Os CTT vão continuar a acompanhar diariamente as orientações da DGS e a evolução dos factos, de modo a adaptar os procedimentos internos de minimização de eventuais contágios, sempre que se justifique.”

Sobre o eventual impacto do surto na operação de entregas e comércio transfronteiriço, a empresa refere apenas que “os CTT têm verificado uma redução da oferta de transporte e uma alteração da normalidade da atividade económica chinesa, devido ao abrandamento da economia local, mas os fluxos de exportação e importação para a China estão abertos e sem interrupções”.

Até final de setembro do ano passado, as contas mais recentes conhecidas, os CTT tinham um total de 12679 trabalhadores em Portugal e Espanha, dos quais, 5988 na área operacional e distribuição.

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