Comércio eletrónico

e-Commerce em Portugal já vale 4 mil milhões por ano

Alberto Pimenta, Diretor de E-Commerce dos CTT Correios de Portugal
(Álvaro Isidoro / Global Imagens)
Alberto Pimenta, Diretor de E-Commerce dos CTT Correios de Portugal (Álvaro Isidoro / Global Imagens)

Em 2017, o e-commerce cresceu 12,5%, alcançando um valor total de 4.145 milhões de euros. Quatro em cada dez portugueses faz compras online.

Quatro em cada dez portugueses faz compras online e concretiza pelo menos 15 compras por ano, o que mostra que o comércio eletrónico está a tornar-se uma tendência de consumo no país. O que motiva os e-buyers são os preços baixos, a facilidade de compra, as promoções e a conveniência proporcionada por ser possível comprar a qualquer hora, revela o e-Commerce Report CTT 2018, apresentado esta sexta-feira numa conferência em parceria com o Dinheiro Vivo.

Em 2017, o e-commerce cresceu 12,5%, alcançando um valor total de 4.145 milhões de euros.

As compras são feitas na sua maioria através do smartphone e o preço é o principal fator que orienta a recompra.

O perfil de quem compra, os e-buyers

Os e-buyers efetuam 15,2 compras por ano, mais 4 compras do que em 2016, gastando em média em cada compra 51,49€.

As compras são cada vez mais constantes, mas o valor médio de preço por cada compra tem vindo a descer. Estes números podem justificar-se pelo facto de haver mais confiança, o que gera mais impulso para avançar numa compra em campanhas proporcionais, por exemplo.

Do total de compras, cerca de 80% estão associadas à aquisição de produtos. A média de produtos adquiridos por compra é de 2,1 produtos. Seis em cada dez compradores fazem compras online uma ou mais vezes por mês, e a moda e o vestuário continuam a ser os setores mais procurados.

O perfil de quem vende, o e-sellers

O comércio eletrónico é cada vez mais indissociável do modelo de negócio do setor do retalho, e está a ganhar novos atores e a gerar mais negócio. Quem vende online – os e-sellers, aposta cada vez mais no canal online como forma de potenciar o seu negócio.

Segundo o relatório, o número de e-sellers mistos (que têm simultaneamente retalho físico e retalho online), tem vindo a aumentar, e a maioria tem intenção de aumentar a sua presença online nos marketplaces e de lançar uma versão da sua loja online numa app.

Os pontos negativos

Para quem compra, revela o mesmo relatório, as maiores queixas continuam a ser os trâmites das devoluções, em que os compradores são obrigados a pagar para devolver os produtos. Estes dados demonstram que uma devolução sem complicações poderá ser a garantia de um cliente satisfeito.

“O desafio para os próximos anos será encontrar soluções eficazes e fiáveis para fazer face ao esperado aumento de volume de negócio e, ao mesmo tempo, para a customização dos modelos de entrega às particularidades dos clientes, de forma a conseguir opções flexíveis e convenientes que interfiram o menos possível com as rotinas diárias dos consumidores”, alega Rui Aragão, da Wook, uma plataforma de e-commerce de livros.

Perspetivas de crescimento

Neste relatório, os especialistas fazem uma previsão de crescimento de 10% para os próximos seis meses, a par com o crescimento do investimento neste negócio.

Alberto Pimenta, Diretor de e-Commerce dos CTT, defende que “os CTT têm a ambição de continuar a liderar o desenvolvimento e construção do ecossistema nacional de e-commerce, de onde destacamos a expansão da sua oferta e-Segue e o lançamento para breve de um marketplace, o Dott”.

“Além disso, continuamos a apostar na inovação, no sentido de propiciar aos ebuyers a melhor experiência de entregas das suas compras online, através do lançamento de pilotos de soluções de conveniência no last mile, como o estão a ser os cacifos automáticos e, em breve, a solução de distribuição dinâmica SuperExpress na cidade de Lisboa”, acrescenta.

Alberto Pimenta sublinha que o “segredo do negócio está na complementaridade com o mundo digital e na capacidade em estabelecer relações e plataformas de recursos.

O barómetro do CTT foi realizado em Portugal entre maio e julho de 2018 e consistiu em 742 inquéritos telefónicos a compradores online, 100 inquéritos telefónicos a retalhistas com vendas online, 18 entrevistas presenciais a retalhistas com vendas online e 9 entrevistas presenciais a operadores de distribuição.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Fotografia: Rodrigo Cabrita/Global Imagens

Idosos com isenção de mais-valias se aplicarem dinheiro em PPR

Cecília Meireles

CDS também quer IRS atualizado à taxa de inflação

Foto: Filipe Amorim/Global Imagens

“A banca não está a ajudar o Sporting na emissão obrigacionista”

Outros conteúdos GMG
e-Commerce em Portugal já vale 4 mil milhões por ano