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CTT entrega medicamentos de 600 farmácias. 500 empresas já têm loja online

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Vestuário e calçado, casa e decoração ou produtos alimentares são algumas das áreas de atuação das empresas com lojas online na plataforma dos CTT.

Os CTT já estão a fazer entregas ao domicílio de medicamentos de 600 farmácias e 500 empresas já aderiram ao novo serviço do operador postal de criação de lojas online, adiantou João Sousa, administrador dos CTT, ao Dinheiro Vivo. Serviços lançados em março pela companhia que se quer afirmar como um operador logístico total.

“Já temos mais de 600 farmácias a prestar este serviço. O objetivo é que, no curto prazo, todas as farmácias associadas da Associação Nacional de Farmácias (ANF) tenham este serviço. E principalmente que todos os utentes portugueses no conforto e segurança do seu lar possam pedir os seus medicamentos”, revela João Sousa, fazendo um balanço do serviço lançado com a ANF a 26 de março.

O serviço foi um dos lançados pelos Correios durante a pandemia do Covid-19, juntamente com outros serviços digitais dirigidos às PME, procurando prestar apoio num momento em que as lojas físicas estão encerradas durante o Estado de Emergência, tornando o digital a opção para o escoamento de produto.

“Já foram criadas mais de 500 lojas online na plataforma recentemente lançada pelos CTT. As principais categorias das lojas são, o vestuário e calçado, produtos casa e decoração, produtos alimentares, equipamento eletrónico e informático, livros e filmes, higiene e cosmética”, adianta João Sousa.

“Estas 500 empresas antes não tinha presença online e com esta oferta dos CTT rapidamente passaram a estar online, encontraram novas formas de fazer o seu negócio e aumentaram o mercado potencial porque deixaram de estar restritas à sua zona de influência e agora comunicam e vendem para o mundo”, reforça.

Leia ainda: “CTT querem liderar o desenvolvimento do e-commerce em Portugal”

O administrador com o pelouro da área empresarial mostra-se otimista com a evolução futura do serviço, gratuito até final de abril sendo depois cobrado um valor que oscila entre 7 a 15 euros mensais. “Os empresários vão perceber que tem mais um meio para dinamizar os seus produtos e chegar a mais clientes e com isso os CTT, têm a expectativa de que esta solução será sempre uma mais-valia, tornando-se claramente uma plataforma de negócio para as PME e também de conveniência para o consumidor final”, acredita.

Com a maioria das empresas encerradas, o tráfego de encomendas tem vindo a registar um comportamento fora do habitual. “Estamos, neste momento, a verificar comportamentos distintos nos diversos setores. Há um forte crescimento nos produtos essenciais (higiene, saúde e alimentação) e em consumíveis, material informático e livros, muito alavancado pela oferta de e-commerce já existente. Por outro lado, verifica-se uma redução no retalho, devido ao encerramento das lojas, e no setor automóvel, pela diminuição da procura”, refere João Sousa.

A companhia, que acaba de anunciar uma parceria com a Uber para expandir o serviço de entregas até 2 horas para lá de Lisboa, Porto e Braga, garante ter capacidade para assegurar entregas dentro dos prazos.

“A empresa tem capacidade para responder ao volume de tráfego atual e caso se venha a verificar um aumento desse mesmo tráfego, ajustará a sua capacidade operacional em conformidade. Estão a ser cumpridos os níveis de serviço ao cliente e estamos em permanente avaliação da nossa rede, no que diz respeito à “última milha”, uma vez que existem alterações nos pontos de recolha, devido ao encerramento de lojas da nossa rede de parceiros e pontos de recolha”, assegura João Sousa. “Estamos a acompanhar a situação e a adaptar a nossa distribuição e os nossos recursos em permanência, conforme as necessidades, conscientes do papel decisivo que desempenhamos para manter a economia em funcionamento.”

E Espanha, onde têm empresa local e objetivos de liderança, o Covid-19 não tem tido impacto na operação, nem no transporte transfronteiriço Portugal-Espanha. “O transporte de carga e mercadorias transfronteiriço está com volumes dentro da normalidade, pelo que os CTT mantêm a sua operação habitual, sem constrangimentos de maior”, diz.

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