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CTT poderá encerrar estações em mais 15 concelhos

João Cadete de Matos, presidente da Anacom

Fotografia: Vítor Gordo/D.R.
João Cadete de Matos, presidente da Anacom Fotografia: Vítor Gordo/D.R.

Anacom quer uma estação ou posto dos CTT em cada concelho e que os postos cumpram os mesmos requisitos de serviço que as lojas próprias dos Correios.

Anacom quer uma estação de CTT ou posto em cada concelho e que os postos cumpram os mesmos requisitos de serviço que as lojas próprias dos Correios. “É expectável” que este ano o número de concelhos sem estação suba para 48, mais 15 do que no ano passado.
O anúncio foi feito esta quarta-feira por João Cadete Matos, presidente do regulador, em conferência de imprensa. CTT tem 20 dias úteis para apresentar uma proposta para que os postos de correio, quando substituam as estações nos concelhos, cumpram com os mesmos requisitos de serviço ao nível de formação do pessoal, espaços de atendimento, tempos de espera, ou que assegurem a confidencialidade dos serviços postais, entre outros fatores.
O ano passado 33 concelhos ficaram sem uma estação dos CTT, uma “situação nova em termos do serviço universal postal”, alerta João Cadete Matos.
“Razão pela qual observamos uma situação de degradação na forma como o serviço postal está disponível para as populações”, diz Cadete Matos.
Situação afeta sobretudo o interior do país, com apenas 11% dos postos de correio a serem certificados e no interior 95% não estão certificados.
A Anacom recomenda os CTT suspendam os encerramentos de estações. Mas que, quando aconteça, haja um “prévio entendimento” com as entidades locais.
Este ano, informou o regulador com base em dados prestados pelos CTT em novembro, deverão subir para 48 o número de concelhos sem estação, mais 15 do que no ano passado, igualmente na zona do interior do país.
Uma situação “com impacto significativo” já que 15,6% dos concelhos, mais de 400 mil habitantes, são impactados.
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