CTT querem receitas de 1,25 mil milhões até 2025 e procuram parceiro para o banco

Estratégia para os próximos três anos do grupo liderado por João Bento revelada esta quinta-feira. Entre os objetivos está a hipótese de encontrar um parceiro estratégico para o Banco CTT.

O grupo CTT estima melhorar os rendimentos da operação de forma a atingir um volume de negócios entre 1,1 mil milhões e 1,25 mil milhões de euros até 2025 e espera estimular o crescimento do banco CTT com um parceiro estratégico a identificar, de acordo com a estratégia para os próximos três anos enviada esta quinta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

"As alterações no setor, devidas nomeadamente à digitalização e à mudança dos hábitos e expectativas dos consumidores, criaram oportunidades que os CTT estão preparados para aproveitar, dada a profunda transformação que têm vindo a implementar", pode ler-se no documento lançado no âmbito do Capital Markets Day 2022.

As oportunidades que os CTT referem permitirão "continuar um percurso de transformação assente numa profunda reformulação do perfil empresarial", investindo em "projetos orientados para o crescimento e que visam alcançar um crescimento sustentado e significativo até 2025".

Desta forma, em termos operacionais, o grupo definiu a meta de não só atingir uma receita de até 1,25 mil milhões, mas também de conseguir um EBIT recorrente entre 100 e 120 milhões de euros. Quanto ao capex acumulado (indicador do investimento), a meta é atingir entre os 160 e os 180 milhões até 2025, o "equivalente a 40 a 45 milhões de euros por ano, visando aumentar a capacidade de triagem em Portugal e Espanha, desenvolvendo a rede de cacifos em Portugal".

A par das metas operacionais, há objetivos de negócio. Primeiro na banca, onde o grupo quer encontrar um parceiro estratégico. "Tendo recebido várias ofertas de parceria estratégica para acelerar o potencial de crescimento do Banco CTT, os CTT estão a considerar celebrar uma parceria estratégica no Banco CTT, reservando o aumento de capital a um potencial parceiro no Banco CTT em troca de uma participação minoritária e alocando as receitas a novas iniciativas empresariais", Lê-se.

Depois, nos seguros., com os correios a preverem também um acordo de distribuição desse tipo de produtos, ""que será de natureza exclusiva e de longo prazo, com o potencial parceiro abrangendo as categorias vida e não vida, e as redes de retalho tanto dos CTT como do Banco CTT".

Acresce também o objetivo de criar uma sociedade imobiliária para controlar mais de 400 imóveis, um portefólio avaliado em 134 milhões de euros. A ideia é ter uma participação maioritária numa entidade que acolherá outros investidores e será gerida por uma sociedade externa ao grupo.

Tudo somado e o grupo prevê ter capacidade para distribuir dividendos no montante equivalente a 35% a 50% do resultado líquido da empresa, embora, o grupo liderado por João Bento reconheça que a remuneração de acionistas "está sujeita às condições de mercado, a um contexto financeiro e contabilístico adequado de balanço dos CTT".

Às metas operacionais e financeiras acrescem objetivos ESG (Ambiente, Social e Governo) do grupo CTT. Na estratégia a três anos do grupo CTT, prevê-se que o grupo consiga atingir a meta das zero emissões de carbono até 2030. Em parte, isso deverá ser feito com a conversão das frotas de veiculos em 50% de veículos elétricos até 2025 e 100% de veículos elétricos até 2030. Hoje, "100% da eletricidade consumida pelos CTT provém de fontes renováveis", garante o operador postal.

Do ponto vista organizacional, os CTT pretendem atingir a paridade de género em três anos e permitir que os trabalhadores passem "três dias por ano em programas de voluntariado e sociais", com a empresa a destinar 1% do EBIT para programas sociais até 2025.

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