correios

CTT vende antiga loja do Socorro por 10,3 milhões

O presidente da comissão executiva dos CTT, Francisco Lacerda. (MIGUEL A. LOPES/LUSA)
O presidente da comissão executiva dos CTT, Francisco Lacerda. (MIGUEL A. LOPES/LUSA)

Venda de imóvel está integrada no plano de reestruturação dos CTT até 2020 que prevê a venda de ativos não estratégicos

Os CTT fecharam um contrato promessa para a venda de um edifício em Lisboa por 10,3 milhões, comunicou o operador postal ao mercado. O edifício integrava a antiga estação dos CTT do Socorro, uma das 22 lojas próprias encerradas pelo operador postal até março no âmbito do plano de reestruturação da empresa. A venda está integrada na reorganização que os Correios querem realizar até 2020 e que passa, entre outras medidas, pela venda de ativos não estratégicos.

“O imóvel hoje vendido era onde se localizava o balcão dos CTT do Socorro, tendo as necessidades dos clientes sido previamente acauteladas com um posto que já estava em funcionamento no âmbito da nossa rede de parceiros”, esclarece fonte oficial dos CTT quando questionada se o edifício agora vendido tinha sido uma das lojas encerradas no primeiro trimestre. Socorro, Junqueira, Filipa de Lencastre e Olaias foram as estações fechadas em Lisboa de um total de mais de duas dezenas pelo país.

Além da loja, o edifício tinha uma série de andares desocupados, tendo o operador postal decidido fechar o espaço transferindo a atividade postal para um ponto de acesso na zona do Forno do Tijolo. Um dos 2382 pontos de acesso que os CTT tinham até final de março, valor ligeiramente acima dos 2361 com que fechou 2017.

Com a venda do edifício da antiga estação do Socorro na Rua da Palma o operador postal vai ter uma mais-valia contabilística antes de impostos de cerca de 8,5 milhões de euros, com um impacto fiscal de 1,1 milhões.

Os CTT já receberam 1 milhão de euros a título de sinal “devendo o remanescente ser pago aquando da outorga da escritura pública de venda definitiva, a qual deverá ter lugar no prazo máximo de 6 meses a contar desta data, encontrando-se apenas condicionada ao não exercício de direito de preferência na venda destes imóveis pelas autoridades administrativas que legalmente beneficiam de tal direito”, informa os CTT.

A Câmara Municipal de Lisboa e a Direção-Geral do Património são as entidades que podem exercer o direito de preferência, esclarece fonte oficial dos CTT. “Estes direitos de preferência são uma situação que é comum à alienação da maior parte dos imóveis da cidade de Lisboa”, continua. “Se qualquer uma destas entidades exercer o direito de preferência, significa que a venda será feita a quem exercer a preferência, nas condições que estão contratadas.”

No final do ano passado, os CTT fecharam a venda do antigo edifício sede, na Rua de São José em Lisboa, pelo valor de 25 milhões de euros.

A venda deste novo edifício está integrado no plano de reestruturação do operador postal até 2020. O mesmo prevê a venda de até 30 “ativos não estratégicos”, poupando nos gastos associados, esperando a companhia um encaixe de entre 12 a 13 milhões de euros.

(notícia actualizada às 21h01 com informação sobre o edifício alienado)

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
(Tony Dias/Global Imagens)

Consumo dispara e bate subida de rendimentos

Hotéis de Lisboa esgotaram

“Grandes” eventos impulsionaram aumento dos preços na hotelaria em junho

Catarina Martins, Bloco de Esquerda

Catarina Martins diz que “Ryanair não pode ter um estatuto de impunidade”

Outros conteúdos GMG
CTT vende antiga loja do Socorro por 10,3 milhões