Famalicão agroalimentar

Da arte nasceram doces, pastas, chocolates e a Meia Dúzia

Jorge Ferreira, coproprietário da  Meia-Dúzia. Fotografia: Pedro Granadeiro/Global Imagens
Jorge Ferreira, coproprietário da Meia-Dúzia. Fotografia: Pedro Granadeiro/Global Imagens

Em Famalicão, coração da indústria têxtil, pulsa um ADN empreendedor. Entre os negócios inovadores identificámos 4 do agroalimentar. Eis um dos casos

“É um conceito novo, único e inovador”. É desta forma que Jorge Ferreira explica o sucesso da Meia Dúzia, empresa especializada na produção e comercialização de doces de fruta (e não só) embalados em bisnagas. A marca está hoje presente em três lojas próprias no Porto, e em múltiplos pontos de venda em Portugal e no estrangeiro. A ambição é chegar ainda mais longe.

Abrir um espaço em Lisboa e expandir a presença física, eventualmente em sistema de franchising, a nível nacional e internacional estão em projeto. Para alavancar esta ambição, o próximo passo é avançar com a quarta ampliação da unidade fabril.

As boas ideias também surgem em momentos difíceis e a Meia Dúzia é prova disso. É em finais de 2012, no tempo em que a crise económica assolava o país, que a marca se lança no mercado. O trabalho de garagem já levava um ano, com Andreia Ferreira e o irmão Jorge a experimentarem receitas, a testarem sabores, a ensaiar processos e a processar o embalamento.

Como afirma Jorge Ferreira, “queríamos uma marca genuinamente portuguesa e inovadora” e, “do meu gosto pela pintura, veio a ideia de utilizar as bisnagas como embalagem”.

Tudo correu bem depressa. Um ano depois já estavam fora da garagem e numa unidade industrial em Famalicão. Foram somando experiência de venda em lojas, uma das quais facultada por terem ganho um concurso da Fundação da Juventude, e dando a conhecer o produto. Em 2015, os dois irmãos abrem o primeiro ponto de venda Meia Dúzia, na turística Rua das Flores, no Porto. Já este ano, a marca estreou-se na Travessa da Banharia e na Rua de Santa Catarina, também na Invicta. E se o boom turístico que a cidade regista tem impulsionado o negócio, 70% das vendas são asseguradas pelos portugueses.

A Meia Dúzia dá hoje nome a mais de 80 referências de produtos, entre doces de fruta, chocolates, pastas, licores, azeites e chás. “Tudo é feito dentro de casa: a conceção do produto, o design, a produção e o embalamento”, sublinha Jorge Ferreira. Este cuidado estende-se às matérias primas. Segundo o responsável, a Meia Dúzia firmou parcerias com produtores locais e adquire fruta de origem protegida, a que soma os mirtilos, produzidos numa propriedade de um hectare que explora em Famalicão.

Esta dedicação tem sido premiada em diversos concursos internacionais, como em Inglaterra, Bélgica, Alemanha e Espanha, e reflete-se no crescimento a dois dígitos que a empresa tem registado na faturação desde que se estreou no mercado.

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