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Da McDonald’s ao Chakal restaurantes apostam no takeaway

EPA/ROMAN PILIPEY
EPA/ROMAN PILIPEY

Restauração recorre às entregas em casa e ao take away para mitigar o impacto do Covid-19 no sector. AHRESP já reuniu com Governo e pede apoio.

Da McDonald’s ao Chef Chakal a aposta da restauração para manter as portas abertas tem sido o serviço de take away ou de entregas ao domicílio. Há quem já tenha lançado uma marca com encomendas apenas através do Uber Eats: a Olívia, uma aposta do grupo Seame, o mesmo do Prego na Peixaria. E novas ofertas a pensar no veggie lá em casa: a Garden Gourmet, da Cookoo – Kitchen Hub. Sector já reuniu com o Governo e pede medidas de apoio.

Com o surto de coronavírus e as medidas de restrição determinadas pelo Governo nos espaços de restauração, para conter o Covid-19, os espaços têm vindo a encerrar portas. O Grupo Fullest (dono do Tamariz, Tapas n’Friends, Mundo Port, entre outros em Lisboa e Porto), o grupo SushiCafé (Avenida SushiCafé, SushiCafé, Este Oeste, SushiCorner, SOI, Mano a Mano e Izanagi), a RB Iberia (com vários restaurantes Burger King em Matosinhos, Verdemilho e Fátima) as gelatarias Hagen Dazz ou as Santini são algumas das cadeias que já decidiram fechar temporariamente os espaços e sem data de abertura.

O mesmo fez a MacDonald’s. Depois de enviar para teletrabalho os cerca de 100 colaboradores da sede, a cadeia decidiu estender as medidas de contenção do Covid-19 à rede de restauração. Mas com uma opção para os clientes: take away ou entrega em casa.

“A McDonald’s passou a disponibilizar refeições exclusivamente através dos serviços de Take Away, McDrive e McDelivery, limitando o acesso ao interior dos restaurantes. A medida é aplicada aos 175 restaurantes da McDonald’s em Portugal Continental e regiões autónomas dos Açores e da Madeira”, adianta fonte oficial da cadeia ao Dinheiro Vivo. A cadeia também trabalha com plataformas de entrega ao domicílio como a Uber Eats e a Glovo.

“Ajustar as operações foi a forma que encontrámos, neste momento, para proteger Colaboradores e Clientes, e iremos adaptar as nossas medidas de acordo com o evoluir da situação e das recomendações da Direção-Geral da Saúde”, justifica.

A Uber Eats, por exemplo, decidiu remover a taxa de entrega até 31 de março. E a Eat Tasty começou a fazer entregas também ao domicílio.

O Chef Chakal também está a reforçar o serviço para entregas em casa e take away tendo alguns espaços físicos temporariamente. “A Chakavila, que é a cafetaria/pastelaria que funciona no espaço do El Bulo já está encerrada, uma vez que o horário de funcionamento é de segunda a sexta das 8h00 às 18h00 e chegámos à conclusão que não fazia sentido manter aberto. As empresas ali à volta desde a semana passada estão a meio gás, não se justificava”, explica fonte oficial do grupo ao Dinheiro Vivo.

O Refeitório Senhor Abel fecha esta terça-feira. “Há um reforço da opção take-away que já tinham para levantar na pizzeria. Acresce a entrega ao domicílio pela nossa equipa nas freguesias bem como pela UberEats que já existia”, explica fonte oficial. O espaço irá oferecer essa opção de terça a sábado (entre as 12 às 22h), no domingo só à hora de almoço com o Uber Eats.

El Bulo esta terça-feira já não abre portas ao público. “Continuamos a fazer entregas via Glovo adoptando as medidas extra de higienização e segurança recomendadas (práticas anotadas quer pelo El Bulo, quer pela Glovo)”, diz fonte oficial. “Ativaremos o UberEats nos próximos dias e o serviço de take away. Não tínhamos e passaremos a ter para clientes que nos solicitem por telefone ou e-mail e as entregas são levantadas no espaço exterior do El Bulo. Não está prevista a entrega ao domicílio”, refere a mesma fonte.

O horário de funcionamento nesta fase será das 18h00 às 22h00 diariamente, equipas reduzidas a funcionar em regime de rotatividade.

O Seame Group tomou a opção de encerrar os espaços físicos nesta fase. O dono da Sea Me – Peixaria Moderna, Soão, Meat Me Lisboa e do Prego da Peixaria desde domingo que encerrou os restaurantes, mantendo apenas a oferta do Prego da Peixaria disponível na Uber Eats. Mas o grupo decidiu nesta fase avançar com uma nova marca vocacionada para as entregas em casa: a Olívia.

A marca de marca de entrega de hambúrgueres que funcionará em exclusivo através da Uber Eats arranca esta terça-feira, dia 17 de março.

 

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“A premissa principal do nascimento da Olívia foi manter a qualidade dos ingredientes a que o grupo já habituou o público, e poder entregar ao domicílio um produto bem feito e com consistência. Por isso, a equipa por trás de projetos já icónicos na cidade como o Sea Me – Peixaria Moderna, o Prego da Peixaria, o Meat Me ou o Soão reuniu esforços e criou 9 hambúrgueres diferentes que farão desta uma época menos difícil”, justifica o grupo em nota enviada às redações. Os preços oscilam entre os 7,50 euros e os 8,50 euros com batata frita incluída, tendo ainda oferta para os veggie.

Oferta para veggies

Foi também a pensar nesse público-alvo crescente que a Cookoo-The Kitchen Hub reforçou a sua oferta de restauração, tendo lançado na terça-feira, em parceria com a Nestlé, um novo restaurante virtual: o Garden Gourmet.

Idealizado pelo chef Manuel Perestrelo, o menu apresenta pratos tendo por base produtos da marca Garden Gourmet, lançada pela Nestlé em Portugal, no canal Horeca, em dezembro de 2019. “No Cookoo, já tínhamos seis conceitos gastronómicos distintos, mas faltava-nos ter uma opção totalmente vegetariana que respondesse à crescente procura e encontrámos na Nestlé o parceiro ideal, que nos permite oferecer um menu de grande qualidade. Com esta nova oferta, queremos mostrar que a comida vegetariana não tem de ser simples e sem sabor. Temos pratos ricos em cor, sabor e textura, que certamente vão cativar a atenção de todos, vegetarianos ou não”,justificou Pedro Sanches, partner e cofundador do Cookoo, citado em nota de imprensa.

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“Esta nova marca tem como objetivo corresponder à evolução dos hábitos alimentares e às necessidades dos consumidores, oferecendo uma alternativa extraordinária à proteína animal com 0% de carne e 100% de sabor. Esta parceria com o Cookoo vem reforçar esta mesma missão, mostrando a versatilidade que a nossa gama de produtos tem em adaptar-se a vários tipos de pratos, que, sendo vegetarianos, nunca comprometem o sabor”, refere Teresa Ferreira, brand manager da marca da Nestlé para o canal HORECA, citado em nota de imprensa.

Leia ainda: AHRESP exige linha de apoio à tesouraria de 1000 euros mensais por trabalhador

Com embalagens feitas à base de cana-de-açúcar ou de bambu, assim como os talheres, este lançamento é também um passo para uma oferta cada vez mais sustentável.

Conceito virtual, o conceito está disponível para entrega em casa através da plataforma Cookoo, sem qualquer taxa de entrega associada, ou através da UberEats. Pode também ser solicitado para take away, com recolha do pedido no kitchen hub, no Alto dos Moinhos, em Lisboa.

A Casa da Comida optou por redefinir a sua oferta e passar a disponibilizar refeições do take away que tem mantido em soft opening na sua loja da Guerra Junqueiro, para entrega direta em casa ou nas empresas. “A opção de lançar uma oferta de entrega de refeições em casa há muito que estava a ser preparada, mas a atual situação, que faz com que milhares de portugueses estejam em isolamento ou que estejam a trabalhar, sem possibilidade ou vontade de sair, acelera a pertinência do seu lançamento”, justifica Salomé Alcântara, CEO da Casa da Comida, citada em nota de imprensa.

 

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As opções incluem encomendas de refeições congeladas para casa, cabazes familiares que ajudam a planear a semana e encomendas para empresas. As entregas são realizadas na zona da grande Lisboa e nos concelhos de Oeiras e Cascais.

Com o setor de restauração a exigir medidas, tendo na passada terça-feira a a AHRESP (a associação do sector) reunido com o Governo e apresentado um pacote de medidas de apoio, o Chef Victor Sobral decidiu fechar provisoriamente o espaços de sala dos restaurantes do grupo Quina – Tasca da Esquina, Peixaria da Esquina, Talho da Esquina, o corner’no Time Out Market, três padarias (Padaria da Esquina de Campo de Ourique, de Alvalade e do Restelo), e a Oficina da Esquina, a fábrica onde se fazem os pães e bolos da Padaria – mantendo apenas o atendimento ao balcão e take away. O grupo dá emprego a 120 colaboradores.

“O grupo Quina procurou alternativas para minorar o isolamento dos seus clientes – e decidiu reforçar o serviço de ‘takeaway’ em vários dos seus espaços”, diz o chef Vítor Sobral. “Não me faz sentido que um médico, um enfermeiro ou um bombeiro queira encomendar uma refeição para a sua família e que eu não contribua para suprir essa necessidade. Tenho a responsabilidade social de ajudar, prestando um serviço útil a todos. Tenho de continuar a prestar serviços que ajudem a sociedade civil”, acredita o chef, citado em nota de imprensa.

As gelatarias Häagen-Dazs também decidiram encerrar portas. “A marca, para já, mantém-se disponível nas grandes superfícies de retalho, gasolineiras e canais Horeca”.

(notícia atualizada às 13h50 com atualização da informação referente ao Refeitório Senhor Abel)

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