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DBRS. Banca espanhola mais sólida para enfrentar ambiente regulatório

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Menos necessidade de provisões, aumento nas comissões, bem como melhor clima na economia espanhola contribuíram para melhoria, diz agência

A DBRS considera que a banca espanhola está mais sólida, com os lucros a melhorar em grande parte ajudada pelas menores exigências a nível de provisões, segundo o relatório da agência de rating canadiana com base nos resultados dos primeiro semestre dos bancos a que o Dinheiro Vivo teve acesso

“Ajudado pelo crescimento sustentável da economia espanhola, a DBRS vê a maioria dos bancos como mais sólidos e melhor colocados para enfrentar o ambiente regulatório em evolução”, diz a agência. “Os lucros continuam a melhorar para a maioria dos bancos, largamente ajudados pelas necessidades de provisões significativamente mais baixas. Crescimento forte nas comissões também reflete o foco da gestão em aumentar as receitas para compensar pela persistente pressão do ambiente de taxas de juro baixas nas receitas líquidas”, diz.

Mas deixa um alerta. “Apesar de provisões significativas até à data para cobrir ativos problemáticos, os maiores bancos espanhóis ainda têm uma proporção razoavelmente alta de crédito mal parado”, diz, o que “reflete os desafios que a Banca espanhola continuar a enfrentar em reduzir materialmente o stock, embora os bancos tenham feito progressos nesse campo no primeiro semestre de 2017”.

A DBRS destaca que houve duas grandes aquisições que influenciaram os resultados no período: em fevereiro, o CaixaBank concluiu a aquisição do BPI, e em junho o Santander comprou o Banco Popular Espanhol após a sua resolução.

O lucro atribuível a estes grandes bancos espanhóis aumentou 21% até junho, incluindo-se as operações internacionais do Santander, BBVA, TSB Bank (da subsidiária britânica do Sabadell) e BPI.

“Excluindo estes contributos internacionais e os contributos do Popular, o resultado líquido atribuível ao este grupo de bancos aumentou 15% no primeiro semestre em comparação com o período homólogo de 2016, largamente sustentado por menos perdas de empréstimos e provisões de crédito mal parado. Custos de litigância, que pesaram no passado, foram insignificantes na primeira metade de 2017”, refere a DBRS.

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