Grande Conferência Empresas na Caixa

De onde vêm os candeeiros da Massimo Dutti? De Portugal, pois claro

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A Latoaria Ponte Rol ilumina há 32
anos. A empresa familiar, fundada nos anos 1980, conta hoje com 21
colaboradores e um volume de negócios de 700 mil euros. Trabalha em
iluminação decorativa, dos candeeiros mais clássicos aos mais
modernos e contemporâneos. Joaquim Pedro, que gere a empresa com o
irmão, conta que tudo começou com o pai, que “aprendeu a
profissão numa latoaria de família que havia em Lisboa, na encosta
do Castelo”.

Uma característica que distingue a
empresa, que entretanto se mudou para Torres Vedras, é a organização
horizontal. “Somos uma equipa bastante unida, somos todos
empregados da empresa”, resume, para indicar que não há
diferenças entre patrões e funcionários.

Veja também: Abyss & Habidecor: Do melhor que se faz no Dão

No final da década de 1990, com o
início de atividade, Joaquim Pedro e o irmão quiseram apostar logo
na exportação. Primeiro em Valência, depois Milão, Frankfurt e
Paris e mais tarde Holanda e Inglaterra. Razão pela qual quase todos
os clientes são estrangeiros, incluindo a espanhola Massimo Dutti,
cujos candeeiros de todas as lojas a nível mundial são feitos pela
Latoaria Ponte Rol há quatro anos.

Numa primeira fase, a empresa procurou
parceiros de negócio e representantes em países europeus. No
entanto, a crise alterou a estratégia e, a partir de 2011, começou
a “procurar comerciais nos países para vender diretamente às
lojas, aos designers ou arquitetos”. Nos últimos tempos, os países
nórdicos, nomeadamente Noruega, Suécia e Dinamarca, têm procurado
os candeeiros da empresa, que aposta em produtos de qualidade e num
design exclusivo e apenas vende para mercados consolidados. Nas
economias emergentes, “teríamos de competir com chineses e
indianos, uma guerra perdida”, explica Joaquim Pedro.

Para o futuro, o objetivo é consolidar
as vendas e, a curto prazo, apostar nos mercados italiano e alemão,
com a ajuda da CGD, parceria que ajudou a “profissionalizar a
empresa. A Caixa tem sido um grande apoio, uma alavanca para as
nossas exportações, com produtos que outros bancos não têm e pela
confiança que o banco do Estado tem em nós”.

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